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Uma das disfunções mais comuns encontradas em Times Scrum é a transformação da Daily Scrum em um relatório de status, onde cada Desenvolvedor fornece o status do item de trabalho que está desenvolvendo e, no final, ninguém realmente sabe como estão se saindo em relação à Meta da Sprint. Todos nós que já passamos por Times Scrum percebemos que esse não é o melhor caminho… Com o tempo, os Desenvolvedores se tornam cada vez menos dispostos a colaborar, cada um fechado em seu próprio mundo, até que um dia nos perguntamos se realmente temos um Time Scrum ou apenas um grupo de pessoas que por acaso trabalham juntas no mesmo espaço.

Mas como podemos nos prevenir contra isso? Ou, se isso já está acontecendo hoje, como podemos começar a remediar?

É importante lembrarmos aqui do propósito da Daily Scrum. Esse é um evento de planejamento e tomada de decisão rápida, que acontece todos os dias da Sprint e conta com a participação de todos os Desenvolvedores do Time Scrum. O propósito é inspecionar o progresso do trabalho em direção à Meta da Sprint e adaptar o Sprint Backlog conforme necessário para otimizar as chances de alcançar a meta.

Aqui estão algumas sugestões para promover maior foco e colaboração na sua Daily Scrum:

1- Foco na Meta da Sprint: Lembre-se de que a Meta da Sprint é o compromisso do Sprint Backlog. Sendo assim, é a melhor bússola que os Desenvolvedores podem usar para guiar suas interações durante a Daily Scrum. Perguntem-se: “Vemos algum obstáculo para alcançar nossa Meta da Sprint?” e, se a resposta for positiva, “Como podemos removê-lo hoje?”

2- Foco no fluxo: Para promover uma entrega contínua de valor, devemos gerenciar ativamente o fluxo de trabalho em nosso sistema. Temos algum gargalo em alguma parte do nosso processo? Itens bloqueados? Esquecidos, despriorizados ou simplesmente esperando por algo para poderem avançar? Perguntem-se também: Qual item está há mais tempo em nosso fluxo (incluindo possíveis itens bloqueados)? O que podemos fazer para fazer esses itens avançarem hoje?

3- Foco na entrega de valor: Em vez de se concentrarem nas tarefas sendo desenvolvidas por cada Desenvolvedor, perguntem-se coletivamente: “Quais itens do nosso Sprint Backlog estão mais próximos de serem finalizados?” e “O que podemos fazer para concluí-los hoje mesmo?”. Lembre-se de que a ideia de valor é uma suposição até que algo esteja efetivamente nas mãos do usuário. O que podemos fazer para que isso ocorra o mais cedo possível?

4- Foco na melhoria contínua: Outro ponto de potencial alavancagem das Daily Scrums é serem um checkpoint para ações de melhoria identificadas na Sprint Retrospective, que também podem ter sido incluídas como parte do Sprint Backlog para a Sprint. Desenvolvedores podem se perguntar: “O que estamos fazendo em relação aos itens de melhoria que identificamos?” e “Há algo mais que podemos melhorar hoje?”5- Foco em conversas relevantes: Por último, mas não menos importante, certifique-se de que as conversas durante a Daily Scrum sejam focadas na inspeção do trabalho e que o evento não se transforme em uma sessão de resolução de problemas. O timebox aqui é seu melhor aliado. Independentemente do tamanho do seu time, esforcem-se para manter o evento dentro dos 15 minutos de duração do timebox. Sessões posteriores podem e muitas vezes são usadas para exploração e resolução de problemas.

E aqui vai um parabéns para aqueles que lembraram que Foco é um dos 5 Valores do Scrum! TODOS os Valores do Scrum podem ser usados para melhorar a qualidade da Daily Scrum (e todos os outros eventos) em geral. 🙂

E então, como vocês usariam os outros 4 valores para melhorar ainda mais a sua Daily Scrum? Que outras ideias já experimentaram em seus times? Qual foi o resultado?

Por: Rodrigo Pinto

Você já ouviu falar sobre o papel de um agilista? É comum pensar que ser um agilista é fácil: você não é gerente de ninguém, não é responsável pela entrega e não precisa ter uma faculdade ou conhecimento técnico específico, mas ganha um salário de 10k mensal. No entanto, essa é uma visão superficial do que realmente é ser um agilista! 

Recentemente, uma pessoa entrou em contato comigo no LinkedIn e disse que não esperava lidar com todas as questões que surgem dentro da equipe como agilista, o que me inspirou a escrever este artigo para falar sobre o que não te contaram dos desafios de assumir esse papel.

Vamos discutir a realidade desse cargo tão importante no mercado de trabalho atual e as habilidades necessárias para ser um agilista ou Scrum Master de sucesso.

A assimetria é um fenômeno presente em diversos mercados, inclusive no financeiro, em que um investimento de baixo risco pode gerar um retorno muito alto. No entanto, essa situação é temporária e tende a se equilibrar com o tempo. No mercado de agilidade, também há assimetrias, como a ideia equivocada de que para ser agilista não é necessário ter faculdade, conhecimento técnico ou responsabilidade pela entrega, mas ainda assim receber um salário de 10k ou mais por mês. 

Essa assimetria pode atrair muitas pessoas para a profissão, mas com o tempo, a tendência é que a simetria seja restaurada. É importante que as pessoas entendam a realidade do trabalho de um agilista e que estejam preparadas para lidar com as questões complexas que surgem na rotina da profissão.

Desmistificando a remuneração do Agilista

Muitas vezes, há uma compreensão equivocada de que o papel de Agilista é lucrativo e de fácil acesso, sem exigir responsabilidade sobre entrega ou mesmo formação acadêmica. No entanto, a remuneração desse profissional é variável e pode ir de R$ 4.000 a R$ 12.000 por mês, com uma média de cerca de R $8.500 de acordo com o Glass Door. É importante desfazer esse mito e demonstrar que a remuneração é influenciada por fatores como expertise, resultados e valor entregue ao cliente e à equipe.

O ônus e bônus de ser um Agilista

O papel exige habilidades específicas para resolver problemas e conflitos, além de ser capaz de mediar debates e gerenciar situações difíceis. Um Agilista deve ser capaz de remover impedimentos que afetam o desempenho do time, o que muitas vezes envolve trabalhar com times externos e lidar com situações complexas. 

Além disso, ele deve ser capaz de gerenciar conflitos internos na equipe, mediar debates de ideias e feedbacks. O papel do agilista no desenvolvimento ágil de software vai muito além de apenas seguir um processo. É preciso ter habilidades e competências específicas para lidar com as pressões e os desafios que surgem no dia a dia de um projeto ágil.

Gerenciamento de conflitos e pressão

A mentalidade de assimetria é prejudicial para o trabalho em equipe e pode gerar conflitos internos. Por isso, é importante que todos os membros da equipe tenham a formação e as habilidades necessárias para contribuir de forma significativa para o projeto.

Além disso, o agilista precisa estar preparado para lidar com pressões externas, como as dos gestores e stakeholders. Normalmente, estes procuram dar feedbacks e pressionar a equipe para cumprir prazos e metas. Nesses casos, o agilista precisa ter habilidades de comunicação e liderança para lidar com essas pressões e manter a equipe motivada e focada em seus objetivos.

Porém, é importante lembrar que a pressão e os prazos fazem parte do desenvolvimento ágil e que o agilista deve estar preparado para lidar com esses desafios. Afinal, a efetividade da equipe é sua responsabilidade e, para alcançá-la, é preciso saber lidar com as dificuldades que surgem ao longo do caminho.

Em resumo, ser um agilista requer muito mais do que seguir um processo. É preciso ter habilidades de liderança, comunicação e resolução de problemas para lidar com as pressões e os desafios que surgem durante o desenvolvimento ágil. Com essas competências, o agilista pode ajudar a equipe a alcançar seus objetivos de forma efetiva e colaborativa.

O papel do Scrum Master como líder dentro da equipe ágil

O Scrum Master é uma liderança dentro da equipe ágil e, como tal, deve dar o exemplo e agir de acordo com os valores e princípios do Agile. Isso significa ser responsável pelas entregas, pelo horário e pela organização do time. O Scrum Master não pode se dar ao luxo de chegar atrasado ou não cumprir com suas obrigações, pois isso compromete a efetividade do time e vai contra os ideais do Agile.

Assim, para ser um bom líder dentro da equipe, este Agilista deve chamar as pessoas para a responsabilidade, ser um exemplo de comportamento e estar disposto a lidar com a pressão e as dificuldades que surgem no contexto do desenvolvimento ágil. Além disso, é importante lembrar que a liderança não é uma posição de privilégio ou assimetria, mas sim de responsabilidade e comprometimento com o sucesso do time como um todo.

A importância do conhecimento técnico para o papel do Scrum Master

Muitas vezes se fala que para ser Scrum Master não é obrigatório ter formação superior ou conhecimento técnico em desenvolvimento de software. No entanto, isso não significa que o conhecimento técnico não seja importante ou que deva ser negligenciado. Na verdade, ele pode trazer grandes benefícios para o profissional e para a equipe.

Um Scrum Master que entende de desenvolvimento pode ajudar a equipe a lidar com desafios técnicos, a identificar possíveis melhorias no processo de desenvolvimento, a tomar decisões mais informadas e a compreender melhor as necessidades do produto. Além disso, o conhecimento técnico pode ajudar o Scrum Master a se comunicar melhor com os desenvolvedores, a compreender melhor as demandas do time e a ser um líder mais efetivo.

Por isso, é importante que o Scrum Master não negligencie o conhecimento técnico. Isso não significa que o profissional precisa ser um programador experiente, mas sim que ele deve ter uma boa compreensão do processo de desenvolvimento e das tecnologias envolvidas.

Além disso, o Scrum Master deve estar familiarizado com diversos conceitos e habilidades relacionados à agilidade e ao desenvolvimento de produtos, tais como ciclo de vida do produto, OKR, métricas de produto e de fluxo, gestão de portfólio, design thinking, negociação em startup, modelo de negócios, design organizacional, times de alta performance, feedback, soft skills, técnicas de retrospectiva, team building, e times remotos.

Portanto, embora não seja obrigatório ter conhecimento técnico para ser Scrum Master, investir em sua formação técnica e em habilidades relacionadas à agilidade pode ser um grande diferencial para o profissional e para a equipe que ele lidera.

Conclusão

Em conclusão, é importante lembrar que ser um Scrum Master ou um Agilista não significa apenas ter um título ou uma posição de liderança em um time. É necessário comprometimento, responsabilidade e conhecimento técnico para desempenhar bem essas funções. A dinâmica de crescimento de carreira como um Agilista envolve investimento constante em aprimoramento e aprendizado em diversas áreas, desde habilidades técnicas até soft skills e conhecimento em gestão de produtos. 

É possível sim ter uma boa remuneração e benefícios como um Agilista, mas é preciso estar ciente de que isso vem acompanhado de um grande investimento em si mesmo e em seu desenvolvimento profissional. Sair da dinâmica de assimetria do mercado de trabalho e se comprometer com um crescimento sustentável e consistente é o caminho para se destacar como um profissional de sucesso no mundo Ágil.

Portanto, se você quer se destacar no mercado de Agilidade e ter a chance de alavancar sua carreira, inscreva-se agora mesmo na nossa próxima turma do treinamento de Leading SAFe e aprenda mais sobre esse Framework e suas características para ser um Agilista completo e alinhado com as principais tendências de mercado. Clique aqui e saiba mais!

O papel do agilista é direcionar e apoiar a equipe ágil em direção a entrega de valor. Mas calma, tire da cabeça aquele estereótipo que ser líder é sobre dar ordens e gerenciar tarefas. A liderança na agilidade é sobre influenciar e potencializar pessoas para alcançar os objetivos gerais e também pessoais. 

Neste artigo, discutiremos algumas maneiras de se tornar um líder efetivo sob a ótica dos princípios ágeis e progredir em sua carreira agilista. Vem comigo!

Seja um modelo a ser seguido

Seja você um agilista ou postulante a agilista, é importante lembrar que sua equipe está observando suas ações e comportamentos. Se deseja uma equipe proativa, engajada e responsável, você precisa ser um exemplo disso.

Parece óbvio, mas certifique-se:

– Que suas ações estão alinhadas com os valores que deseja promover.

– Que você está fazendo o que espera que eles façam.

Se você quer que sua equipe seja pontual em suas entregas, você precisa ser pontual em suas reuniões e compromissos. Se você quer que sua equipe se comunique de forma clara e efetiva, você precisa mostrar como fazer. Se quer que eles sejam responsáveis e assumam seus erros, faça primeiro, seja o modelo.

Desenvolva um relacionamento com sua equipe

Liderança também é convivência. Para liderar efetivamente, você precisa conhecer cada um de forma individual e como eles preferem ser liderados. Isso ajudará você a entender como motivá-los e como lidar com desafios quando surgirem.

Além disso, construir um convívio forte com sua equipe ágil criará confiança e ajudará as pessoas a serem mais transparentes e verdadeiras. Colaboradores que não confiam nos líderes Agilistas vão esconder e até mentir sobre os acontecimentos.

Seja um facilitador

Como agilista, você não é o chefe/gerente da equipe, mas deve ser um líder facilitador. Sua função é ajudar a equipe a alcançar seus objetivos, removendo impedimentos e facilitando a comunicação entre eles e todos os envolvidos. Você deve estar disposto a ouvir as opiniões e perspectivas da equipe, garantir que todos estão sendo ouvidos e tomar decisões em conjunto.

Ao fazer isso, está promovendo um ambiente de trabalho colaborativo e inspirando a equipe ágil a se auto-organizar para alcançar suas metas.

Se comunique de forma clara

É importante comunicar os objetivos e expectativas da empresa quanto às pessoas de forma concreta. Certifique-se de que sua equipe entenda o que é esperado deles e que você esteja sempre disponível para responder a perguntas e esclarecer dúvidas. Além disso, garanta que sua equipe tenha as informações necessárias para realizar seu trabalho de forma efetiva. Isso inclui fornecer atualizações regulares sobre o progresso do produto/projeto e compartilhar informações relevantes com a equipe.

Seja um líder servidor

O conceito de liderança servidora foi criado por Robert Greenleaf na década de 1970. Ele acreditava que a liderança deveria ser vista como um serviço, com o líder colocando as necessidades da equipe em primeiro lugar. Mas tenha muita atenção. Para que isso funcione, você deve ter observado os outros passos acima.

O agilista que é um exemplo, desenvolveu um bom relacionamento com as pessoas e comunicou claramente os objetivos e expectativas. Ao ser um líder servidor, você está demonstrando que você se preocupa com o sucesso de sua equipe ágil. Não priorizando apenas o sucesso pessoal.

A equipe e não apenas com o sucesso pessoal. Isso ajudará a criar um ambiente de trabalho positivo e colaborativo, onde todos os membros da equipe se sentem valorizados e apoiados.

Se algo fugir ao controle, tome a frente

Esse ponto deve ser muito bem esclarecido. Algumas pessoas confundem as características do agilista de facilitador ou líder servidor com uma postura passiva e leniente. Nada poderia estar mais errado! O agilista assume a frente quando a auto-organização não funciona, seja no contato externo ou internamente na equipe.

A liberdade e autonomia servem a um propósito, mas não permita que isso seja mal usado pelas pessoas e leve a resultados indesejados. No fim do dia, o agilista permanece responsável pelo resultado final. Ou seja, não deixe as coisas saírem do controle, tome a frente.

Esteja disposto a aprender

Ser um líder efetivo não é algo que se aprende da noite para o dia, é um processo contínuo que contém erros e acertos. Seja humilde em Esteja disposto a aprender com suas falhas e a receber feedback da própria equipe. Busque oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional, como treinamentos e workshops.

E também esteja aberto a compartilhar e aprender com outros líderes e mentores em sua empresa, capítulo ou na comunidade de Agilistas. Liderar não é uma ciência exata, todos nós iremos errar, pode se acostumar com isso.

Conclusão

Na minha opinião, liderança é uma das habilidades mais fundamentais que o agilista pode ter. Não é uma tarefa simples, requer navegar na incerteza dos relacionamentos humanos.

Seja o exemplo e influencie a sua equipe. Portanto, não tenha medo de errar, pois isso é inerente ao processo de liderança. Se esforce para se tornar um mentor para sua equipe, compartilhe conhecimento e explore novas formas de desenvolver sua liderança para que você possa se tornar um líder melhor.

Seja sempre responsável por suas ações, não só por sua equipe, mas também por outros líderes e mentores. Seja um líder que inspira, que motiva, que enxerga oportunidades e que, acima de tudo, acredita no poder da colaboração. Rumo ao mais alto nível de responsabilidade, colaboração e efetividade na entrega de valor. Isso é ser um verdadeiro agilista.

E claro, se você quer aprender na prática cada uma dessas habilidades, não deixe de se inscrever em nossa turma de PAL-E. Garanta agora mesmo a sua vaga e não perca a oportunidade de alavancar sua carreira agilista!

Processos seletivos não costumam ser fáceis para nenhuma das partes! Por isso, baseado em experiências vivenciadas na carreira de diversos Agilistas, gestores e profissionais da área de Pessoas, trouxemos cinco dicas essenciais para uma entrevista ao cargo de especialista em Agilidade, seja você o candidato ou o entrevistador.

1 – Pergunte sobre a experiência profissional do Agilista

Esta, é a famosa questão do “Me conte mais sobre sua experiência profissional…”. Mas, como estamos falando em Agilidade, é possível variar essa questão para: “Me descreva o seu dia a dia de trabalho, como agilista.” Com isso, busca-se coletar informações sobre as experiências práticas daquele profissional e, partir dessa resposta, elaborar as perguntas seguintes e até um bate-papo de entrevistador e entrevistado, para que o processo não se torne um jogo de perguntas e respostas unilateral.

Trabalhando em cima das respostas, é possível compreender detalhes sobre a forma que aquele candidato executa seu trabalho, a maneira de lidar com a equipe e as demandas que o recaem. Então, você como entrevistado, deve descrever precisamente a sua atuação nas empresas que colaborou e, como entrevistador, atente-se aos detalhes dessa resposta.

Algumas variações dessa pergunta também podem ser: “Me descreva o dia a dia de um Scrum Master” e, com isso, busca-se captar as mesmas informações que falamos aqui.

2 – Questione a profundidade dos conhecimentos de Agilidade

Neste tópico, é comum pedir algo como “Me descreva o Framework Scrum” (ou então, outro modelo de trabalho, sistema ou estratégia), e espera-se que o candidato descreva com detalhes cada um dos eventos, artefatos e papéis do Scrum e/ou detalhes da execução de outras práticas.

Vale lembrar que, para dinâmicas online, essa questão deve ser feita com bastante atenção. No momento anterior à entrevista, peça com educação para que o candidato não consulte materiais ou sites com as informações. Afinal, busca-se a precisão dos detalhes baseados na experiência e não algo decorado visto de algum site. Além disso, não é difícil notar se o profissional está olhando para outra tela! 

Dessa forma, você consegue compreender melhor o grau de conhecimento que aquela pessoa possui, se ela sabe apontar as diferenças entre os frameworks, se ela cita as métricas, os limites de WIP ou elementos de sistemas puxados, por exemplo. E, claro, não se esqueça de perguntar sobre os principais fundamentos ágeis.

3 – Aprofunde através das experiências em times ágeis

Seguindo a entrevista, busca-se um aprofundamento maior acerca das experiências que a pessoa entrevistada teve, e isso será feito a partir das respostas das perguntas anteriores. É comum questionar sobre termos da agilidade, seus conceitos e a diferença entre esse e outros modelos de trabalho (como o Waterfall).

Perguntas do tipo: “Quais são as métricas essenciais para um time ágil?” podem ser feitas para buscar da pessoa agilista uma profundidade sobre esse tema, se ela irá caminhar para uma linha focada em métricas de fluxo, operacionais, de processo, ou então para métricas de Produto, por exemplo.

Este será um momento muito mais técnico, pois o entrevistador quer entender, de forma precisa… E o leque de opções que esse candidato traz e o nível de experiência que essa pessoa possui serão grandes diferenciais.

4 – Entenda a capacidade sobre o ágil em escala

É importante, durante a entrevista, conhecer também a experiência do candidato com agilidade em escala, ou seja, o que ele já aplicou com isso ou o quanto entende sobre. Dessa forma, o entrevistador quer capturar qual a linha de segmentação que ela mais utiliza, se é a implementação de frameworks, as soluções diagnósticas, gestão de dependência ou desacoplamento de equipes.

E claro, como em todas as outras questões, nota-se na resposta o grau de conhecimento acerca desses princípios, como comunicação e gestão de demandas. Neste momento, não adianta ficar usando termos difíceis.

Uma outra variação de pergunta, que também serve para conhecer a forma de trabalhar, é: “Quantos times você, como Agilista, é capaz de servir ao mesmo tempo?”, e dependendo da resposta, o entrevistador é capaz de captar a responsabilidade do candidato. Afinal, ao responder algo acima de 3 times, por ser algo extremamente desafiador, é normal que se desconfie da qualidade daquele trabalho e do que a pessoa considera um serviço de valor.

5 – Definir o sucesso de um Scrum Master

Por fim, a quinta pergunta que sugerimos é sobre a definição de um Scrum Master de sucesso, onde busca-se entender a visão que esse candidato tem sobre o valor do agilista e o nível de responsabilidade do cargo, ou se, para ele, esse papel representa apenas alguém que agenda reuniões e presta serviços de apoio. 

Com a resposta obtida, busca-se compreender o caminho para onde esse agilista busca seguir quando estiver representando essa função, seu direcionamento de tarefas e ações. 

Você também pode assistir esse conteúdo em nosso canal no Youtube! Clique aqui e confira.

DICA BÔNUS

Sabemos que o processo seletivo vai muito além dessas cinco questões que trouxemos, pois como falamos no começo, a ideia não é que seja um jogo de perguntas e respostas. Mas não poderíamos deixar de trazer uma última dica, que é a questão sobre as fontes de conhecimento sobre agilidade. 

Assim, você entende suas referências, materiais de estudos, livros e outros canais que podem ser utilizados por este candidato para alavancar sua carreira ágil. E, você, candidato, consegue mostrar sua referência para estudos e aprimoramentos.

Por fim, se você está participando de algum processo, não tenha medo da entrevista e mostre a sua vontade e capacidade de representar aquele cargo. E, caso você seja o Agilista entrevistador, use essas dicas para encontrar o melhor profissional para a vaga oferecida.

E não deixe de valorizar certificações e conteúdos realmente práticos para ajudar em sua jornada profissional! Confira mais detalhes sobre o treinamento Professional Scrum Master – um dos mais desejados por especialistas no mercado atualmente.

Como ficam as carreiras para o ano de 2023 nesse setor? Confira uma reflexão do nosso trainer e fundador, Rodrigo Pinto

Se você utilizou a internet recentemente ou leu as notícias, sabe que diversas empresas (sejam elas grandes ou pequenas) passaram por “layoffs” e demissões em massa, reduzindo drasticamente o seu quadro de Agilistas ou até mesmo extinguindo os capítulos de agilidade como um todo. Mas será que isso é o fim do mercado de Agilidade?

O papel da economia, os modismos e a crise da área de Tecnologia

Toda essa temática da demissão em foco se iniciou no final de 2022 e têm se intensificado com o passar dos meses. Atualmente, algumas empresas contam com um número baixo de Agile Masters ou Coaches dentro do seu quadro de colaboradores, e é preciso refletir acerca da razão desse crescente movimento para se tornar resiliente e não deixar que te afete.

Primeiramente, é necessário compreender que estamos dentro de uma das fases do ciclo macroeconômico, esse sistema já é recorrente na economia mundial há anos e é caracterizado pelos períodos de expansão da economia e retração. 

Devido a pandemia causada pelo coronavírus e suas consequências, o mercado sofreu um grande impacto e se tornou fragilizado, causando uma alta inflação não só no Brasil, mas em diversos países, uma vez que vivemos um momento de economia dinâmica e globalizada. Por isso, além da inflação, outros problemas aparecem, como: baixo consumo, crise energética, crise na cadeia de suprimentos e entre outros fatores que culminam o período de retração econômica.

É comum que, nesse período de fragilidade e incertezas, empresas de diversos setores realizem corte de gastos, consequentemente diminuindo seu quadro de funcionários, o que certamente pode incluir os agilistas.

Além disso, outro importante fator que o agilista deve se atentar, são os famosos “modismos”. É comum que quando novos modelos de agilidade surgem, as pessoas sigam a tendência, entretanto, nem sempre esses modelos se mostram funcionais a longo prazo.


Para exemplificar, podemos citar o caso das paletas mexicanas no Brasil! Há poucos anos esse produto teve um boom e era possível encontrar paleterias em todos lugares. Mas com o tempo, esse modismo passou, e atualmente não vemos mais esse produto com tanta frequência. Ou seja, toda tendência passa por um período de desequilíbrio mas volta à normalidade em determinado momento.

Isso é o que costuma acontecer com os modismos ágeis, uma vez que vivemos um período onde muitas pessoas se autointitulam “especialistas em Agile”, mas nunca sequer estudaram de verdade frameworks, sistemas e práticas ágeis e acabam propondo modelos que não trazem resultados. Então, em situações como esta, não é difícil que o gestor note que a entrega de valor não está ocorrendo de forma positiva e decida “acabar” com o capítulo de agilidade em sua empresa.

Portanto, seja por uma questão macroeconômica (algo que está fora do nosso controle) ou pelos temidos modismos, esses desligamentos acabam acontecendo.

Qual o papel da pessoa Agilista?

Nesse momento é essencial que você, Agilista, se torne resiliente! Ou seja, mostre-se preparado para ter responsabilidade pelas entregas, resultado e o valor que está sendo gerado pela sua equipe.

Em casos como este, não existe espaço para Agilista “abraçador de árvores”, ou seja, aquele que se preocupa apenas com a facilitação, mas não faz entregas eficientes. Estes, normalmente acabam sendo cortados durante a redução de custos da empresa ou então substituídos, uma vez que o gestor nota que esse profissional não faz diferença positiva nos resultados.

Diante dessa importância de ter entregas assertivas, existem 3 importantes pilares do empirismo para todo Agilista, que são: transparência, inspeção e adaptação.

Na Transparência, prioriza-se a clareza das tarefas que vêm acontecendo e as que virão a acontecer, além das métricas para produto ou processos. Ou seja, uma comunicação onde todos possam compreender, sem ruídos que possam causar má interpretação dos fatos, pois isso tudo influencia na tomada de decisão.

O segundo pilar é a Inspeção, que nada mais é do que a influência que o Agilista exerce sobre as entregas, seu comprometimento com a eficiência delas e com a objetividade das sprints.

Por fim, a Adaptação, que diz respeito a contribuição desse profissional para a melhoria contínua do produto e dos processos de trabalho, o quanto esse profissional leva o time a se adaptar aos diferentes cenários e ainda assim demonstrar um workflow eficiente.

Dessa forma, seguindo os três pilares apresentados, você consegue cumprir seu papel e ainda ser notado de maneira positiva pelo gestor da empresa, que irá dar preferência em manter a equipe de agilidade. Ou seja, o torna menos suscetível à cortes em momentos de crises como os que citamos.

Por fim, não poderíamos deixar de desejar nossa força e apoio à todos aqueles que estão vivenciando ou vivenciaram desligamentos de empresa. Transforme sua carga emocional negativa em resiliência e ainda mais vontade de progredir continuamente. Aqui na Agile inc, nossa área de consultoria, sempre temos vagas disponíveis. Fique de olho!

E nos acompanhe por aqui para continuar se capacitando como profissional e evoluindo em sua jornada profissional. 

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De acordo com o Manifesto Ágil, escrito em 2001 pelos líderes desse movimento, a agilidade está sempre buscando maneiras melhores e diferenciadas de desenvolver softwares e ajudando os outros a realizar o mesmo. A partir disso surge o norteamento para os valores e princípios que complementam a agilidade, são eles: Geração de valor, flexibilidade, frequência, união, motivação, comunicação, funcionalidade, sustentabilidade, revisão, simplicidade, organização e autoavaliação.

Portanto, o agilista, é a pessoa quem irá exercer esses papéis na caminhada ágil, gerando valor à equipe e permitindo que os princípios ágeis sejam realmente executados. Mas, diferentemente do que algumas pessoas acreditam, esse papel não surgiu junto ao Manifesto Ágil, afinal, ele apenas estabelecia a forma e mentalidade ágil de se trabalhar, os verdadeiros responsáveis pelo uso da classificação foram a própria comunidade ágil.

Mas então, basta entender os princípios da agilidade que me torno um Agilista?

Não! Sem dúvidas, ser proficiente nos temas e valores do Manifesto Ágil, é essencial, entretanto, o agilista também exerce a função de coach e mentor do seu grupo. É ele quem irá apoiar a equipe a compreender esses princípios e aplicá-los propriamente em seu dia a dia, gerando o que chamamos de “guarda chuva da agilidade”.

Para deixar ainda mais claro o papel do agilista, é possível correlacionar suas tarefas com os 4 P’s da Agilidade, tema que já falamos em outro artigo por aqui.

Relacionando os 4 P’s com o papel do Agilista

PROCESSOS

Um desses P’s é o de Processos, que está relacionado a maneira como o time trabalha em conjunto, a interação dele com outras equipes e a garantia do fluxo de trabalho. Portanto, o agilista fica responsável por garantir que as entregas sejam efetivas e simplificadas, podendo ser de ciclos curtos, já que a simplicidade também está presente na metodologia ágil.

Escolher o melhor framework para os projetos, abraçar as mudanças e permitir as trocas produtivas dentro da organização são algumas das tarefas que o agilista irá mentorear para seu time, dentro de processos, com o intuito de promover um ambiente dinâmico e colaborativo.

PRODUTO

O segundo P que pode ser conectado a esse papel, é o de Produto, afinal, o primeiro princípio ágil diz sobre a entrega de valor, e quem irá garantir a geração de um produto final de alto valor, é o Agilista. Para isso, deve-se colocar o cliente no centro das questões, e entender suas necessidades e características buscando satisfazê-lo propriamente.

Uma maneira de realizar tal tarefa é através das práticas de design, que serão executadas junto ao Product Owner, outro importante papel dentro da Metodologia Ágil, que será apoiado pelo Agilista durante todo o briefing deste projeto e um backlog com priorização das tarefas que irão apoiar esse produto na busca pela entrega de qualidade.

PESSOAS

O terceiro item, talvez considerado um dos mais importantes, é o P de Pessoas, afinal, são elas que fazem tudo acontecer dentro da organização que busca uma transformação ágil. Nesse quesito, o Agilista é quem irá promover um olhar mais humanizado dentro do time, e buscar desenvolver boas relações interpessoais com esse grupo, já que o Manifesto Ágil traz uma valorização disso, mais do que em processos e ferramentas.

Além desse valor, outros que devem ser trabalhados são o promover uma motivação aos colaboradores, criar um trabalho dinâmico e com um ambiente sustentável. Todas essas ações estão relacionadas ao mindset da agilidade, que é o de olhar para o próximo. 

Portanto, a maneira como o Agilista irá garantir que isso aconteça é através de suas mentorias para equipe e colaboradores, buscando com que cada um desenvolva melhor o seu potencial e criando uma Team Building com uma dinâmica de transparência, retrospectiva e feedbacks seguros e principalmente boa comunicação via conversas Face a Face.

PRÁTICAS DE ENGENHARIA

Temos as Práticas de Engenharia como o quarto P, afinal, é dentro da engenharia de software que surgem os primórdios do Manifesto Ágil. Esse item diz respeito às linhas de Preview, padronização de códigos e os Frameworks, logo, um agilista com bom conhecimento técnico desse conteúdo consegue promover uma compreensão melhor dos aspectos ágeis dentro time e gerar melhor produtividade e resultados nos processos.

Por fim…

Se você é agilista, esses quatro pilares são essenciais para a melhora de seu desempenho nesse papel que exige uma grande responsabilidade na jornada de transformação ágil dentro do time.

Então, se você quer aprimorar seus conhecimentos ágeis e se tornar especialista no Framework Scrum, ferramenta que irá te trazer mais produtividade, inscreva-se agora mesmo para a nossa turma de PSM e garanta sua vaga!

Entregas de valor e organização são coisas que todo Product Owner deve se atentar, ao dividir a execução de tarefas no seu time, por isso, é extremamente importante elaborar uma boa Planning, o primeiro evento da Sprint do Framework Scrum.

A partir dela, serão definidos os objetivos do time, o planejamento do que será realizado, e as ações necessárias para tal, buscando gerar resultados positivos para a organização e equipe, através dos itens que serão executados.

Como todos os eventos do Scrum, na Planning também há input (entrada de informações), o processamento (onde acontecem as decisões) e o output (o que sairá do plano de execução). Por isso, é importante que o time esteja de acordo com a sua capacidade de realização de tarefas, e possíveis impedimentos como: ausência de colaborador, férias, entrada de novos membros…Afinal, tudo isso pode impactar na busca pelo objetivo dessa equipe. Dito isso, vamos às estratégias para que sua Planning ocorra com êxito!

1 – Dedicar 25% da Planning para a resolução de débitos técnicos

Os débitos técnicos costumam ocorrer quando os prazos são priorizados acima da qualidade de um produto ou serviço, causando consequências negativas para a equipe, que em breve, terão que ser resolvidas.

Logo, o frequente acúmulo desses débitos e situações não-resolvidas, acaba virando uma “bomba” para o time, por isso, é de extrema importância ter um tempo separado para priorizá-los de forma a não deixar a Planning exaustiva.

2 – Ter objetivo bem definido

O objetivo é o que move a execução de tarefas, portanto ele deve estar claro para todos que pertencem àquele time. Pergunte-se onde você quer chegar ao final da Sprint, e assim, é possível priorizar as entregas que estarão alinhadas a isso.

3 – Não postergar itens para a próxima Sprint

Uma vez que seu objetivo está 100% definido, é possível estabelecer as normas e políticas para que os itens sejam considerados finalizados, e a relevância dos mesmos.

Tenha cuidado com o tempo de execução de cada um deles, e procure não levar coisas de uma sprint para outra, o que pode gerar os débitos técnicos que citamos anteriormente.

4 – Não sobrecarregar ao time

É crucial entender o quanto de tarefas a equipe é capaz de executar no tempo estabelecido para a Sprint, entretanto, alguns PO’s e Stakeholders possuem o costume de colocar coisas que estão além da capacidade do time.

Afinal, uma vez que, ao final da Sprint, aqueles itens não são resolvidos, a moral de toda equipe é abalada e tanto o PO quanto os colaboradores, têm sua motivação afetada negativamente por isso.

5 – Defina o tempo exato para a Sprint

De acordo com as boas práticas da Agilidade, as Sprints costumam ter uma duração de até quatro semanas, mas é necessário que, uma vez que esse período seja definido ele seja mantido para que o time tenha uma cadência com o restante da organização.

Afinal, durante a review, os stakeholders serão convidados e eles precisam saber se as entregas ocorrerão daqui duas, três ou quatro semanas. Não manter uma cadência pode afastá-los e gerar resultados negativos.

6 – Manter a motivação do time e não trabalhar além da capacidade

Como já falamos anteriormente, um dos tópicos mais importantes para manter uma boa sprint planning, é não sobrecarregar o time, mas também, não trabalhar no seu limite. É essencial deixar espaços de folga na planning, para cuidar de imprevistos sem comprometer o BackLog que foi estimado para resolução.

Além disso, se algum membro estiver com dificuldades, outro colaborador pode auxiliá-lo sem atrapalhar a entrega do time. 

Tudo isso, implica diretamente na motivação da equipe, que o aspecto principal para que a Planning ocorra de forma positiva, então, atente-se ao quanto seus colaboradores estão satisfeitos com as entregas, com os resultados e com as execuções das tarefas, pois um time motivado é o que faz a diferença.

Para concluir…

Agora que você sabe como realizar uma Planning com bom direcionamento está hora de colocar em prática. Comece conversando com sua equipe e entenda como a demanda de cada um funciona. Com isso, vocês, como time, conseguem chegar a conclusão de qual o melhor tempo de sprint para que os resultados sejam alcançados com boa qualidade. 


Na Agile School temos o treinamento Professional Scrum Master onde especialistas do mercado ajudam os alunos a colocarem em prática o que comentamos durante o texto. Acesse aqui e garanta sua vaga.

Se você está começando a trabalhar com Kanban agora, é muito importante explorar e dominar os elementos indispensáveis para um quadro Kanban. É importante testá-los e compreendê-los, assim entendendo quais deles fazem mais sentido e em quais situações são essenciais a sua implementação e quais não fazem sentido para o seu contexto de trabalho.

Por isso, separamos os oito elementos indispensáveis para um quadro Kanban gerar realmente valor para todo o time, para as entregas e para a organização. Confira:

1. Itens de trabalho

Antes de abordar o quadro Kanban em si ou as etapas do fluxo, é importante falar sobre os itens de trabalho, isto é, quais itens serão trabalhados dentro do fluxo e o que são estes itens. De maneira resumida, os itens de trabalho são as unidades de valor dentro do fluxo de trabalho, mas o que elas são de fato vai variar de acordo com cada time. Existem equipes que determinam o item de trabalho como “construir tela X” e outro item sendo “testar a tela X”.

Porém, esta não é a forma mais adequada de se definir o item de trabalho. Isso se deve ao fato de que a equipe tem que pensar no que é solicitado e não exatamente em quais serão as ações para que aquela solicitação aconteça. Por exemplo, quando você vai a um restaurante, você pede um prato e não os processos que levam para que o prato seja feito, certo?!

Para uma melhor compreensão, o item de trabalho é aquilo que é solicitado à equipe e aquilo que é entregue pela equipe, isto é o item de trabalho no Kanban. Dentro deste raciocínio, podem haver vários tipos de itens, como itens de melhorias, itens de correção e outros, isto deve ser compreendido antes mesmo de começar a montar o quadro.

Assista mais sobre esse assunto neste vídeo aqui.

2. Pontos de entrada e saída

Falando no fluxo de trabalho, existe o momento em que uma demanda entra no fluxo de trabalho e passa a ser processado pela equipe, este momento é o Ponto de Entrada. E existe também o momento em que este item de trabalho sai do fluxo, ou seja, quando ele termina de ser executado pelo time… Este momento é o Ponto de Saída.

É preciso que o time possa determinar quais são essas situações, pois isto representa um conceito chave do Kanban: o Trabalho em Progresso ou o Work In Progress – o famoso WIP, como é conhecido em inglês. Ou seja, esses são itens que estão em progresso, que passaram pelo ponto de entrada, porém ainda não passaram pelo ponto de saída e estão no campo de trabalho que está acontecendo.

3. Etapas do Fluxo de Trabalho

Quando um item de trabalho entra no escopo do time e começa a ser trabalhado, ele irá passar por alguns processos que vão variar de acordo com a equipe e suas demandas. Portanto, quando este item passa pelo ponto de entrada, o time deve especificar com o maior detalhamento possível as etapas pelas quais os itens irão passar, por exemplo: etapa de análise; etapa de teste; etapa de revisão; entre outras.

Isso fará com que o time mapeie e execute melhor o fluxo de trabalho. Se um item receber um status apenas de “em processo”, isto faz com que a leitura do quadro Kanban se torne um tanto simplória… Afinal, o que de fato significa este “em processo”? Por isso, determinar as etapas do fluxo de trabalho é uma parte indispensável de um quadro Kanban.

4. Políticas Explícitas

Seguindo este raciocínio citado acima, se os itens de trabalho devem ser separados por etapas, então como definir quando um item irá passar de uma etapa para a outra? É agora que entram as Políticas Explícitas.

São elas que definem quais as regras para que um item se mova de uma etapa para a outra dentro do quadro Kanban. Entretanto, não existe regra na hora de criar as Políticas Explícitas. Quais serão essas políticas ficará sempre a cargo do time, pois isso varia muito de acordo com cada contexto.

5. Limite WIP (Work In Progress)

Um dos principais elementos do Kanban – fundamental para que a ferramenta gere valor de fato, é o limite de WIP, ou seja, o limite do trabalho em progresso. Ou seja, o time deve ter uma capacidade máxima de quantos itens ele pode trabalhar simultaneamente, assim como cada membro desta equipe deve também ter o seu próprio limite de itens de trabalho em progresso.

Dessa forma, o time poderá estabilizar o fluxo e estabelecer uma dinâmica de sistema puxado. Lembrando que, geralmente, esse limite é estabelecido por colunas, assim cada etapa do item de trabalho terá uma quantidade máxima de itens simultâneos. E, vale ressaltar que, no Kanban, o limite de itens de trabalho em progresso também é algo que deve ser criado e alinhado pelo time, tornando-se também uma política explícita.

6. Raias horizontais

As raias horizontais são linhas traçadas ao longo do quadro Kanban e servem para estabelecer um contexto. Elas podem servir como um elemento visual, para que separe os itens de trabalho ao longo das etapas. Por exemplo, uma raia pode ser referente a um determinado projeto, enquanto que a raia debaixo se referir a um outro projeto, assim estabelecendo contextos diferentes. Dessa forma, o quadro se torna mais visualmente compreensível, além de poderem servir até para métricas e/ou políticas explícitas futuras do time.

7. Decoradores

São elementos visuais que comunicam algo, servindo quase como uma legenda dentro de um quadro Kanban. Um exemplo de decoradores são os “avatares” que denominam quem está cuidando daquele determinado item no quadro. Outro tipo de decorador comum também é um sinal de alerta sobre um item de trabalho, podendo representar que aquele item está com um “block”, um bug, etc. Eles também variam de time para time, conforme a necessidade ou aquilo que os membros julgarem necessário.

8. SLE – Service Level Expectation

Dos elementos citados aqui, este é talvez o mais complexo e, por vezes, o mais negligenciado pelas equipes que usam Kanban há pouco tempo. Como o nome já dá a entender, o Service Level Expectation (SLE) se refere à expectativa de prazo para realizar uma determinada entrega, desde o momento em que entra no fluxo, até sair do fluxo.

Ele é feito de maneira probabilística e dá o prazo junto com a porcentagem de probabilidade de que esta data será cumprida. Para se chegar neste dado, é necessário acessar as métricas do time. Através do Cycle Time histórico, o time realiza a entrega, analisa o tempo que foi necessário para que o item seja processado e então determina qual o SLE.

Com isto, o time chegará a várias informações úteis, como eficiência, expectativas de entrega para o cliente, mensuração do tamanho dos itens de trabalho, entre outras.

E agora, como melhorar?

Claro que, destes elementos, alguns podem ser mais fundamentais do que outros – dependendo do seu contexto. O limite de WIP, por exemplo, quando utilizado da maneira adequada num quadro Kanban, traz excelentes resultados para a equipe e para a empresa. 

Entretanto, se você ainda está na dúvida de como melhorar seu sistema Kanban para ter mais fluxo, mais produtividade e organização, estamos com as últimas vagas disponíveis para a turma de Professional Scrum with Kanban da Agile School, que será nos dias 09 e 10/07/2022, totalmente online e ao vivo.

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Como o líder ágil pode facilitar sua equipe até a alta maturidade?

Neste texto,  vou compartilhar algumas experiências e apresentar uma Matriz de Maturidade que descreve a evolução de uma equipe Scrum. E como o líder ágil pode facilitar sua equipe até a alta maturidade

Esta matriz é baseado em experiências pessoais e percepções da Spiral Dynamics.

Você pode usar esta matriz como referência para liderar equipes Scrum em direção a mais maturidade.

Como acompanhamento, apresentarei 4 exemplos, cada um deles descrevendo a transição entre os níveis de maturidade descritos.

Esse conteúdo faz parte do treinamento PAL-e, oficial da Scrum.org, que ajuda líderes a serem líderes ágeis, ajudando os times a entregar mais valor.

Se Scrum for bem feito…

Se o Scrum for bem feito, uma equipe Scrum se auto-organiza, cria valor regularmente e é altamente eficiente:

Se o Scrum for bem feito, muitas responsabilidades tradicionais serão transferidas para o time Scrum. Para aqueles que são novos no Scrum, muitas vezes é difícil acreditar que essa transferência ocorrerá. E para ser sincero, não os culpo!

A maioria das organizações não foi construída sobre princípios de auto-organização. Eles prosperaram em uma época em que a gerência possuía os planos e as equipes de desenvolvimento possuíam apenas a execução.

Mas os tempos estão mudando … O mundo se tornou tão complexo que a responsabilidade precisa ser assumida por aqueles que fazem o trabalho. Só então eles podem ser rápidos, flexíveis e criativos.

E eles não podem fazer isso sem a ajuda de um líder que lhes mostra o caminho.

Se o Scrum for bem feito, você precisará de uma boa Liderança Ágil! Essa é a chave de uma boa organização.

Liderança e Scrum

Muitas pessoas entendem o Scrum hoje em dia, mas falham em extrair o melhor dele.

Isso geralmente é resultado de:

A ideia de uma equipe auto-organizada é relativamente nova no mundo da TI, mas provou ser mais bem-sucedida em esportes e situações militares. Nos militares, existe um ditado famoso que afirma “Não existem equipes ruins, apenas líderes ruins”.

E também há esperança para as organizações de TI!

O melhor elogio que um gerente fez uma vez a uma das minhas equipes Scrum: “Não preciso mais me preocupar com você. Eu só me preocupo com o meio ambiente ao seu redor, então você pode fazer o que tiver que fazer. ”

E se você pudesse aprender com o que essas equipes fizeram para conseguir isso? Qual é o padrão de crescimento que leva a essa maturidade?

E como você, como líder ágil, pode usá-lo para guiar suas equipes para o sucesso?

Uma matriz de maturidade de 5 níveis

A chave para liderar equipes Scrum de sucesso é focar no crescimento da maturidade das funções Scrum, proporcionando-lhes um ambiente onde possam florescer.

Muitos líderes focam nos processos e regras no Scrum, enquanto são as pessoas e as funções que fazem a diferença.

Uma equipe só pode ser tão grande quanto as pessoas que nela trabalham!

Nunca conheci um time Scrum maduro que reivindicasse seu sucesso por sua habilidade de seguir regras. Os créditos vão sempre para a grandeza das pessoas, a maturidade das funções e os valores que compartilham.

As equipes mais bem-sucedidas compartilham um padrão, com base em 4 funções importantes: Scrum Master, Dono do Produto, Membro da Equipe de Desenvolvimento e Líder.

Embora o Líder Ágil não seja uma Role oficial no Scrum, ele desempenha um papel crucial no sucesso das equipes na organização.

A Matriz de Maturidade:

O Líder é responsável por definir as condições de limite para um time Scrum aumentar sua maturidade.

Sobre a Matriz de Maturidade

A maturidade é evolutiva

Evolução

Os treinamentos sobre Scrum ensinamos o framework no seu nível 5 da Matriz de Maturidade.

A maioria das pessoas tem dificuldade em descobrir como fazer isso porque acabaram de chegar ao nível 1 ou 2 da maturidade. Nunca vi ninguém pular para o nível mais alto depois de terminar um treinamento. Você terá que percorrer o caminho através de todos os níveis. Requer muito trabalho, perseverança e boa liderança para atingir o nível 5!

Como Líder Ágil, é sua responsabilidade orientar os papéis do Scrum de um nível para outro.

Estruturas rígidas determinam mentalidade

Times Scrum de sucesso atuam como células autônomas dentro dos limites da organização. Essa mentalidade de nível 5 de maturidade, não pode ser alcançada quando as estruturas rígidas das organizações (comando, processos, regras, edifícios, organizações, KPI’s, etc.) ainda estão no nível 1.

A maneira como as pessoas pensam e agem é determinada por suas condições de trabalho. Como cada papel do Scrum age e pensa em cada nível é determinado pela estrutura rígida fornecida pelo Líder.

Como Líder Ágil, é sua responsabilidade moldar a estrutura rígida de sua organização de forma que as pessoas possam fazer uma mudança em seu sistema de pensamento.

Líderes Ágeis vão primeiro!

Muitos times Scrum ficam presos nos primeiros 3 níveis da Matriz de Maturidade. Todas as equipes que observei nos níveis 4 e 5 tinham uma coisa em comum: o Líder apoiava e orientava as pessoas até lá. Os líderes precisam criar um ambiente onde as pessoas possam trabalhar com comprometimento e foco, sem medo de cometer erros.

Se um líder não for capaz de guiar sua equipe para o próximo nível, haverá atrito, expectativas erradas e Scrum disfuncional.

Como Líder Ágil, é sua responsabilidade dar o exemplo e liderar o caminho.

O elo mais fraco

O sucesso de uma equipe inteira é determinado pelo elo mais fraco. Uma equipe Scrum só mostrará os resultados esperados em cada nível quando todas as funções estiverem pelo menos no mesmo nível de maturidade.

Como Líder Ágil, é sua responsabilidade facilitar o crescimento de cada função em uma equipe para fazer com que toda a equipe cresça.

Como usar a matriz de maturidade?

A matriz de maturidade fornece insights sobre como os papéis do Scrum amadurecem.

Aviso: a matriz deve ser usado como orientação para ajudar as pessoas a determinar seu caminho de crescimento pessoal. Não o use como incentivo, pois impedirá que as pessoas percorram o caminho!

Texto traduzido do blog do Ron Eringa, Professional Scrum Trainer pela Scrum.or. Clique aqui e leia o post original.

Aprimore suas características como líder ágil e aprenda técnicas que te ajudarão gerar mais sucesso na sua carreira e nos seus times, através do treinamento PAL-E da Scrum.org, o Professional Agile Leadership Essentials. Saiba mais sobre esse curso!

O Time de Desenvolvimento no Scrum é composto por desenvolvedores cujo propósito é realizar todo o trabalho criativo de projetar, construir, integrar e testar os Itens do Backlog do Produto. A partir da necessidade do cliente refletida no Backlog do Produto, o Time de Desenvolvimento tem a missão de transformar os Itens do Backlog do Produto em Incremento “Pronto” ao final de cada Sprint, para ser inspecionado na Sprint Review.Web development free icon

Para isso, é necessário que o Time contenha todas as habilidades necessárias para realizar esse trabalho de ponta a ponta, sem depender de times externos. Assim, o Time de Desenvolvimento é estruturado e autorizado pela organização para constituir e gerenciar seu trabalho de modo a otimizar todo o trabalho necessário.

Características do Time de Desenvolvimento:

Aqui, não existe aquela história de que o Incremento não foi entregue porque o Time de QA atrasou ou o Time de iOS estava com outra prioridade!

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Descrição gerada automaticamente

Qual o tamanho ideal de um time?

Essa é a pergunta de 1M de dólares. Idealmente um Time de Desenvolvimento não deve ser pequeno que não consiga entregar um incremento de ponta-a-ponta e nem tão grande que torne a comunicação entre os membros muito complexa. A figura abaixo mostra como a comunicação se torna exponencialmente complexa à medida que o time aumenta de tamanho:

Porém, isso não quer dizer que times grandes não funcionem bem. 

O Scrum Guide sugere que o Time de Desenvolvimento seja composto por no mínimo 3 e no máximo 9 pessoas. Outras literaturas dizem que o Time ideal é composto por 5 a 7 pessoas, o fato é que não existe um número mágico. Contudo, tenha em mente que o time deve ter um tamanho suficiente de modo a trazer fluidez na entrega e que tenha todas as (ou a maior parte das) habilidades necessárias para entregar um incremento de ponta-a-ponta com nenhuma (ou pouca) dependência externa.

Conclusão

O Time de Desenvolvimento é responsável por ajudar o Product Owner durante o planejamento da Sprint, onde se compromete de forma auto organizada a transformar os Itens do Backlog do Produto em Incrementos funcionais que serão apresentados na Revisão da Sprint. 

Além disso, é de responsabilidade do Time de Desenvolvimento apontar dependências técnicas e garantir que o Incremento atenda a Definição de Pronto. 

Para reduzir o risco de uma entrega falhar e melhorar o planejamento, o Time de Desenvolvimento deve apoiar o refinamento do Backlog do Produto junto ao PO, alocando até 10% de sua capacidade durante a Sprint.

Leia este outro artigo que tem tudo a ver com o assunto: Moral do time x Sucesso do produto

Moral do Time x Sucesso do Produto

Segundo o último relatório Chaos Report, em média, 18% dos projetos complexos são bem sucedidos.

Problemas complexos não têm a sua relação de causa e efeito definida/conhecida, e portanto, a resolução desses problemas surgem de práticas emergentes, onde é necessário provar, sentir e responder, ou seja, verificar se a solução proposta resolve problema inicial.

A solução de problemas complexos dificilmente estará na mão de uma única pessoa, assim necessitam que a solução surja da inteligência coletiva, onde, por meio da colaboração surjam soluções inovadoras que também aumentam o engajamento.

Tela de computador com jogo

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Contudo, para que a inteligência coletiva seja maximizada e atinja o seu propósito, precisamos entender que propósito é esse. Simon Sinek, em seu livro “Start With Why” coloca o porquê no centro da questão, ou seja, Por que estamos fazendo o que estamos fazendo? Para quem estamos fazendo? Quais as dores dessa pessoa? Na prática, estamos buscando entender quem são as personas do nosso produto. O que elas sentem? O que elas pensam? O que elas veem? O que elas fazem? O que elas escutam?

Uma imagem contendo relógio, flor

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Estamos buscando por uma solução customer centric, onde o cliente é colocado no centro das atenções. Atualmente, diante de tantas opções de concorrência, é necessário entendermos e estreitarmos laços cada vez mais com os nossos clientes, ou seja, entender quais são suas necessidades. Quais são os seus desejos? Como podemos nos relacionar cada vez melhor com eles? No final, estamos aqui em busca do que é valor para o cliente.

Uma imagem contendo desenho

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O cliente tem necessidades e desejos e os produtos entregam uma experiência que muitas vezes está distante daquela desejada por ele. É nesse gap entre desejo e experiência que reside o valor. É nesse gap que o produto precisa se posicionar e o time trabalhar, mas pra chegarmos nessa proposição, é necessário que as personas e seus desejos estejam claros para todos.

Uma imagem contendo desenho

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Contudo, o que se vê é a velha dicotomia entre negócio e TI, uma barreira entre eles, onde de um lado negócio diz que TI não faz uma entrega com qualidade, que existem muitos bugs, que o cliente está insatisfeito. Do outro, TI diz que negócio não sabe o que pede, não escreve os requisitos direitos, muda a prioridade toda hora…

Uma imagem contendo desenho, quarto

Descrição gerada automaticamente

Até que surgiram os Squads, para reduzir esse distanciamento. Agora Negócio e TI trabalham debaixo do mesmo teto e os problemas de comunicação de outrora foram minimizados, contudo ainda existe uma zona nebulosa entre essas partes. Existem diversas razões para isso, mas nesse artigo vou falar da principal deles, ou pelo menos daquela que é a base de qualquer relacionamento: a confiança, no caso aqui, a falta dela.

Uma imagem contendo quarto, desenho, relógio

Descrição gerada automaticamente

O Scrum Guide diz que quando os valores são incorporados e vividos pelo Time Scrum, os pilares de Transparência, Inspeção e Adaptação tornam-se vivos e constroem confiança entre todos.

Patrick Lencione, em seu livro, “Os 5 Desafios Das Equipes”, mostra que justamente o 1º desafio, a base para que um time possa alcançar a Alta Performance, é justamente a ausência de confiança, que sem ela, é impossível de um time chegar a sua melhor performance e entregar melhores resultados.

Kenneth Rubin, no livro Scrum Essencial, aponta que aspectos como: ausência de confiança, feedbacks raros, mudanças constantes de backlog, super utilização da capacidade do time, entre outros, impactam diretamente no engajamento e motivação do time, caindo continuamente ao passar do tempo. Por outro lado, quando a confiança está presente, existem um ambiente de feedbacks constantes, entregas contínuas de valor, validação constante do propósito (por que) e eficiência e eficácia andam lado a lado, a motivação e engajamento são renovados frequentemente, uma vez que existe uma sensação de dever cumprido, de trabalho bem realizado, ou seja, de atingimento de propósito.

Uma imagem contendo desenho

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Conclusão

Num mundo cada vez mais dinâmico há menos certeza quanto ao o quê temos que fazer ou como fazer para solucionar as dores dos usuários. Nesse ambiente complexo, para que um produto possa ter seu valor potencializado, práticas emergentes devem surgir, catalizando a inovação.

Para isso, é necessário que haja uma atenção dedicada à moral da equipe, assim como um ambiente de trabalho seguro, no qual temos confiança e colaboração verdadeira entre os envolvidos. Essas características são requisitos para que a transparência, inspeção e adaptação possam acontecer de modo a culminar numa maior geração de valor para os clientes.

E se quiser saber mais sobre esse assunto, assista aqui a uma super aula gratuita com o trainer Rodrigo Pinto!

Entenda como a agilidade pode ajudar neste momento, que não é novidade para alguns, mas para muitos está sendo uma realidade repentina e não programada

Um dos assuntos mais falados nos últimos dias é como encarar o home office e manter a produtividade e suporte aos times sem ter o contato físico. A situação pode parecer simples, mas o home office ainda não é uma realidade para muitos. E aí surge a dúvida, como usar a agilidade no trabalho remoto?

Para facilitar um pouco este momento atípico e repentino, separamos alguns pontos importantes que podem ajudar todas as pessoas envolvidas a trabalharem melhor e com mais agilidade no trabalho remoto.

 

 

Lembrando que se você já estava estudando sobre Agilidade e precisa dar um próximo passo, seja com treinamentos práticos ou com foco em certificação, estamos com turmas ONLINE e AO VIVO para Professional Scrum Master I e Professional Scrum Product Owner

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