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Uma das disfunções mais comuns encontradas em Times Scrum é a transformação da Daily Scrum em um relatório de status, onde cada Desenvolvedor fornece o status do item de trabalho que está desenvolvendo e, no final, ninguém realmente sabe como estão se saindo em relação à Meta da Sprint. Todos nós que já passamos por Times Scrum percebemos que esse não é o melhor caminho… Com o tempo, os Desenvolvedores se tornam cada vez menos dispostos a colaborar, cada um fechado em seu próprio mundo, até que um dia nos perguntamos se realmente temos um Time Scrum ou apenas um grupo de pessoas que por acaso trabalham juntas no mesmo espaço.

Mas como podemos nos prevenir contra isso? Ou, se isso já está acontecendo hoje, como podemos começar a remediar?

É importante lembrarmos aqui do propósito da Daily Scrum. Esse é um evento de planejamento e tomada de decisão rápida, que acontece todos os dias da Sprint e conta com a participação de todos os Desenvolvedores do Time Scrum. O propósito é inspecionar o progresso do trabalho em direção à Meta da Sprint e adaptar o Sprint Backlog conforme necessário para otimizar as chances de alcançar a meta.

Aqui estão algumas sugestões para promover maior foco e colaboração na sua Daily Scrum:

1- Foco na Meta da Sprint: Lembre-se de que a Meta da Sprint é o compromisso do Sprint Backlog. Sendo assim, é a melhor bússola que os Desenvolvedores podem usar para guiar suas interações durante a Daily Scrum. Perguntem-se: “Vemos algum obstáculo para alcançar nossa Meta da Sprint?” e, se a resposta for positiva, “Como podemos removê-lo hoje?”

2- Foco no fluxo: Para promover uma entrega contínua de valor, devemos gerenciar ativamente o fluxo de trabalho em nosso sistema. Temos algum gargalo em alguma parte do nosso processo? Itens bloqueados? Esquecidos, despriorizados ou simplesmente esperando por algo para poderem avançar? Perguntem-se também: Qual item está há mais tempo em nosso fluxo (incluindo possíveis itens bloqueados)? O que podemos fazer para fazer esses itens avançarem hoje?

3- Foco na entrega de valor: Em vez de se concentrarem nas tarefas sendo desenvolvidas por cada Desenvolvedor, perguntem-se coletivamente: “Quais itens do nosso Sprint Backlog estão mais próximos de serem finalizados?” e “O que podemos fazer para concluí-los hoje mesmo?”. Lembre-se de que a ideia de valor é uma suposição até que algo esteja efetivamente nas mãos do usuário. O que podemos fazer para que isso ocorra o mais cedo possível?

4- Foco na melhoria contínua: Outro ponto de potencial alavancagem das Daily Scrums é serem um checkpoint para ações de melhoria identificadas na Sprint Retrospective, que também podem ter sido incluídas como parte do Sprint Backlog para a Sprint. Desenvolvedores podem se perguntar: “O que estamos fazendo em relação aos itens de melhoria que identificamos?” e “Há algo mais que podemos melhorar hoje?”5- Foco em conversas relevantes: Por último, mas não menos importante, certifique-se de que as conversas durante a Daily Scrum sejam focadas na inspeção do trabalho e que o evento não se transforme em uma sessão de resolução de problemas. O timebox aqui é seu melhor aliado. Independentemente do tamanho do seu time, esforcem-se para manter o evento dentro dos 15 minutos de duração do timebox. Sessões posteriores podem e muitas vezes são usadas para exploração e resolução de problemas.

E aqui vai um parabéns para aqueles que lembraram que Foco é um dos 5 Valores do Scrum! TODOS os Valores do Scrum podem ser usados para melhorar a qualidade da Daily Scrum (e todos os outros eventos) em geral. 🙂

E então, como vocês usariam os outros 4 valores para melhorar ainda mais a sua Daily Scrum? Que outras ideias já experimentaram em seus times? Qual foi o resultado?

O Minicurso de Introdução ao Scrum, oferecido pela Agile School, é um treinamento rápido e direto que proporciona uma compreensão clara do que é o Scrum, onde ele é implementado e quais são seus elementos base.

Neste curso, você terá a oportunidade de adquirir conhecimentos essenciais sobre o Scrum de forma concisa e eficiente. Os módulos abordam os princípios fundamentais da ferramenta, seus benefícios e aplicações práticas.

Ao final do minicurso, você estará apto a compreender a metodologia Scrum, suas características e pronto para dar os próximos passos na sua carreira. Se você está em busca de um aprendizado ágil e introdutório sobre o Scrum, o Minicurso de Introdução da Agile School é uma excelente opção.

O que você aprenderá:

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Processos seletivos não costumam ser fáceis para nenhuma das partes! Por isso, baseado em experiências vivenciadas na carreira de diversos Agilistas, gestores e profissionais da área de Pessoas, trouxemos cinco dicas essenciais para uma entrevista ao cargo de especialista em Agilidade, seja você o candidato ou o entrevistador.

1 – Pergunte sobre a experiência profissional do Agilista

Esta, é a famosa questão do “Me conte mais sobre sua experiência profissional…”. Mas, como estamos falando em Agilidade, é possível variar essa questão para: “Me descreva o seu dia a dia de trabalho, como agilista.” Com isso, busca-se coletar informações sobre as experiências práticas daquele profissional e, partir dessa resposta, elaborar as perguntas seguintes e até um bate-papo de entrevistador e entrevistado, para que o processo não se torne um jogo de perguntas e respostas unilateral.

Trabalhando em cima das respostas, é possível compreender detalhes sobre a forma que aquele candidato executa seu trabalho, a maneira de lidar com a equipe e as demandas que o recaem. Então, você como entrevistado, deve descrever precisamente a sua atuação nas empresas que colaborou e, como entrevistador, atente-se aos detalhes dessa resposta.

Algumas variações dessa pergunta também podem ser: “Me descreva o dia a dia de um Scrum Master” e, com isso, busca-se captar as mesmas informações que falamos aqui.

2 – Questione a profundidade dos conhecimentos de Agilidade

Neste tópico, é comum pedir algo como “Me descreva o Framework Scrum” (ou então, outro modelo de trabalho, sistema ou estratégia), e espera-se que o candidato descreva com detalhes cada um dos eventos, artefatos e papéis do Scrum e/ou detalhes da execução de outras práticas.

Vale lembrar que, para dinâmicas online, essa questão deve ser feita com bastante atenção. No momento anterior à entrevista, peça com educação para que o candidato não consulte materiais ou sites com as informações. Afinal, busca-se a precisão dos detalhes baseados na experiência e não algo decorado visto de algum site. Além disso, não é difícil notar se o profissional está olhando para outra tela! 

Dessa forma, você consegue compreender melhor o grau de conhecimento que aquela pessoa possui, se ela sabe apontar as diferenças entre os frameworks, se ela cita as métricas, os limites de WIP ou elementos de sistemas puxados, por exemplo. E, claro, não se esqueça de perguntar sobre os principais fundamentos ágeis.

3 – Aprofunde através das experiências em times ágeis

Seguindo a entrevista, busca-se um aprofundamento maior acerca das experiências que a pessoa entrevistada teve, e isso será feito a partir das respostas das perguntas anteriores. É comum questionar sobre termos da agilidade, seus conceitos e a diferença entre esse e outros modelos de trabalho (como o Waterfall).

Perguntas do tipo: “Quais são as métricas essenciais para um time ágil?” podem ser feitas para buscar da pessoa agilista uma profundidade sobre esse tema, se ela irá caminhar para uma linha focada em métricas de fluxo, operacionais, de processo, ou então para métricas de Produto, por exemplo.

Este será um momento muito mais técnico, pois o entrevistador quer entender, de forma precisa… E o leque de opções que esse candidato traz e o nível de experiência que essa pessoa possui serão grandes diferenciais.

4 – Entenda a capacidade sobre o ágil em escala

É importante, durante a entrevista, conhecer também a experiência do candidato com agilidade em escala, ou seja, o que ele já aplicou com isso ou o quanto entende sobre. Dessa forma, o entrevistador quer capturar qual a linha de segmentação que ela mais utiliza, se é a implementação de frameworks, as soluções diagnósticas, gestão de dependência ou desacoplamento de equipes.

E claro, como em todas as outras questões, nota-se na resposta o grau de conhecimento acerca desses princípios, como comunicação e gestão de demandas. Neste momento, não adianta ficar usando termos difíceis.

Uma outra variação de pergunta, que também serve para conhecer a forma de trabalhar, é: “Quantos times você, como Agilista, é capaz de servir ao mesmo tempo?”, e dependendo da resposta, o entrevistador é capaz de captar a responsabilidade do candidato. Afinal, ao responder algo acima de 3 times, por ser algo extremamente desafiador, é normal que se desconfie da qualidade daquele trabalho e do que a pessoa considera um serviço de valor.

5 – Definir o sucesso de um Scrum Master

Por fim, a quinta pergunta que sugerimos é sobre a definição de um Scrum Master de sucesso, onde busca-se entender a visão que esse candidato tem sobre o valor do agilista e o nível de responsabilidade do cargo, ou se, para ele, esse papel representa apenas alguém que agenda reuniões e presta serviços de apoio. 

Com a resposta obtida, busca-se compreender o caminho para onde esse agilista busca seguir quando estiver representando essa função, seu direcionamento de tarefas e ações. 

Você também pode assistir esse conteúdo em nosso canal no Youtube! Clique aqui e confira.

DICA BÔNUS

Sabemos que o processo seletivo vai muito além dessas cinco questões que trouxemos, pois como falamos no começo, a ideia não é que seja um jogo de perguntas e respostas. Mas não poderíamos deixar de trazer uma última dica, que é a questão sobre as fontes de conhecimento sobre agilidade. 

Assim, você entende suas referências, materiais de estudos, livros e outros canais que podem ser utilizados por este candidato para alavancar sua carreira ágil. E, você, candidato, consegue mostrar sua referência para estudos e aprimoramentos.

Por fim, se você está participando de algum processo, não tenha medo da entrevista e mostre a sua vontade e capacidade de representar aquele cargo. E, caso você seja o Agilista entrevistador, use essas dicas para encontrar o melhor profissional para a vaga oferecida.

E não deixe de valorizar certificações e conteúdos realmente práticos para ajudar em sua jornada profissional! Confira mais detalhes sobre o treinamento Professional Scrum Master – um dos mais desejados por especialistas no mercado atualmente.

De acordo com o Manifesto Ágil, escrito em 2001 pelos líderes desse movimento, a agilidade está sempre buscando maneiras melhores e diferenciadas de desenvolver softwares e ajudando os outros a realizar o mesmo. A partir disso surge o norteamento para os valores e princípios que complementam a agilidade, são eles: Geração de valor, flexibilidade, frequência, união, motivação, comunicação, funcionalidade, sustentabilidade, revisão, simplicidade, organização e autoavaliação.

Portanto, o agilista, é a pessoa quem irá exercer esses papéis na caminhada ágil, gerando valor à equipe e permitindo que os princípios ágeis sejam realmente executados. Mas, diferentemente do que algumas pessoas acreditam, esse papel não surgiu junto ao Manifesto Ágil, afinal, ele apenas estabelecia a forma e mentalidade ágil de se trabalhar, os verdadeiros responsáveis pelo uso da classificação foram a própria comunidade ágil.

Mas então, basta entender os princípios da agilidade que me torno um Agilista?

Não! Sem dúvidas, ser proficiente nos temas e valores do Manifesto Ágil, é essencial, entretanto, o agilista também exerce a função de coach e mentor do seu grupo. É ele quem irá apoiar a equipe a compreender esses princípios e aplicá-los propriamente em seu dia a dia, gerando o que chamamos de “guarda chuva da agilidade”.

Para deixar ainda mais claro o papel do agilista, é possível correlacionar suas tarefas com os 4 P’s da Agilidade, tema que já falamos em outro artigo por aqui.

Relacionando os 4 P’s com o papel do Agilista

PROCESSOS

Um desses P’s é o de Processos, que está relacionado a maneira como o time trabalha em conjunto, a interação dele com outras equipes e a garantia do fluxo de trabalho. Portanto, o agilista fica responsável por garantir que as entregas sejam efetivas e simplificadas, podendo ser de ciclos curtos, já que a simplicidade também está presente na metodologia ágil.

Escolher o melhor framework para os projetos, abraçar as mudanças e permitir as trocas produtivas dentro da organização são algumas das tarefas que o agilista irá mentorear para seu time, dentro de processos, com o intuito de promover um ambiente dinâmico e colaborativo.

PRODUTO

O segundo P que pode ser conectado a esse papel, é o de Produto, afinal, o primeiro princípio ágil diz sobre a entrega de valor, e quem irá garantir a geração de um produto final de alto valor, é o Agilista. Para isso, deve-se colocar o cliente no centro das questões, e entender suas necessidades e características buscando satisfazê-lo propriamente.

Uma maneira de realizar tal tarefa é através das práticas de design, que serão executadas junto ao Product Owner, outro importante papel dentro da Metodologia Ágil, que será apoiado pelo Agilista durante todo o briefing deste projeto e um backlog com priorização das tarefas que irão apoiar esse produto na busca pela entrega de qualidade.

PESSOAS

O terceiro item, talvez considerado um dos mais importantes, é o P de Pessoas, afinal, são elas que fazem tudo acontecer dentro da organização que busca uma transformação ágil. Nesse quesito, o Agilista é quem irá promover um olhar mais humanizado dentro do time, e buscar desenvolver boas relações interpessoais com esse grupo, já que o Manifesto Ágil traz uma valorização disso, mais do que em processos e ferramentas.

Além desse valor, outros que devem ser trabalhados são o promover uma motivação aos colaboradores, criar um trabalho dinâmico e com um ambiente sustentável. Todas essas ações estão relacionadas ao mindset da agilidade, que é o de olhar para o próximo. 

Portanto, a maneira como o Agilista irá garantir que isso aconteça é através de suas mentorias para equipe e colaboradores, buscando com que cada um desenvolva melhor o seu potencial e criando uma Team Building com uma dinâmica de transparência, retrospectiva e feedbacks seguros e principalmente boa comunicação via conversas Face a Face.

PRÁTICAS DE ENGENHARIA

Temos as Práticas de Engenharia como o quarto P, afinal, é dentro da engenharia de software que surgem os primórdios do Manifesto Ágil. Esse item diz respeito às linhas de Preview, padronização de códigos e os Frameworks, logo, um agilista com bom conhecimento técnico desse conteúdo consegue promover uma compreensão melhor dos aspectos ágeis dentro time e gerar melhor produtividade e resultados nos processos.

Por fim…

Se você é agilista, esses quatro pilares são essenciais para a melhora de seu desempenho nesse papel que exige uma grande responsabilidade na jornada de transformação ágil dentro do time.

Então, se você quer aprimorar seus conhecimentos ágeis e se tornar especialista no Framework Scrum, ferramenta que irá te trazer mais produtividade, inscreva-se agora mesmo para a nossa turma de PSM e garanta sua vaga!

Entregas de valor e organização são coisas que todo Product Owner deve se atentar, ao dividir a execução de tarefas no seu time, por isso, é extremamente importante elaborar uma boa Planning, o primeiro evento da Sprint do Framework Scrum.

A partir dela, serão definidos os objetivos do time, o planejamento do que será realizado, e as ações necessárias para tal, buscando gerar resultados positivos para a organização e equipe, através dos itens que serão executados.

Como todos os eventos do Scrum, na Planning também há input (entrada de informações), o processamento (onde acontecem as decisões) e o output (o que sairá do plano de execução). Por isso, é importante que o time esteja de acordo com a sua capacidade de realização de tarefas, e possíveis impedimentos como: ausência de colaborador, férias, entrada de novos membros…Afinal, tudo isso pode impactar na busca pelo objetivo dessa equipe. Dito isso, vamos às estratégias para que sua Planning ocorra com êxito!

1 – Dedicar 25% da Planning para a resolução de débitos técnicos

Os débitos técnicos costumam ocorrer quando os prazos são priorizados acima da qualidade de um produto ou serviço, causando consequências negativas para a equipe, que em breve, terão que ser resolvidas.

Logo, o frequente acúmulo desses débitos e situações não-resolvidas, acaba virando uma “bomba” para o time, por isso, é de extrema importância ter um tempo separado para priorizá-los de forma a não deixar a Planning exaustiva.

2 – Ter objetivo bem definido

O objetivo é o que move a execução de tarefas, portanto ele deve estar claro para todos que pertencem àquele time. Pergunte-se onde você quer chegar ao final da Sprint, e assim, é possível priorizar as entregas que estarão alinhadas a isso.

3 – Não postergar itens para a próxima Sprint

Uma vez que seu objetivo está 100% definido, é possível estabelecer as normas e políticas para que os itens sejam considerados finalizados, e a relevância dos mesmos.

Tenha cuidado com o tempo de execução de cada um deles, e procure não levar coisas de uma sprint para outra, o que pode gerar os débitos técnicos que citamos anteriormente.

4 – Não sobrecarregar ao time

É crucial entender o quanto de tarefas a equipe é capaz de executar no tempo estabelecido para a Sprint, entretanto, alguns PO’s e Stakeholders possuem o costume de colocar coisas que estão além da capacidade do time.

Afinal, uma vez que, ao final da Sprint, aqueles itens não são resolvidos, a moral de toda equipe é abalada e tanto o PO quanto os colaboradores, têm sua motivação afetada negativamente por isso.

5 – Defina o tempo exato para a Sprint

De acordo com as boas práticas da Agilidade, as Sprints costumam ter uma duração de até quatro semanas, mas é necessário que, uma vez que esse período seja definido ele seja mantido para que o time tenha uma cadência com o restante da organização.

Afinal, durante a review, os stakeholders serão convidados e eles precisam saber se as entregas ocorrerão daqui duas, três ou quatro semanas. Não manter uma cadência pode afastá-los e gerar resultados negativos.

6 – Manter a motivação do time e não trabalhar além da capacidade

Como já falamos anteriormente, um dos tópicos mais importantes para manter uma boa sprint planning, é não sobrecarregar o time, mas também, não trabalhar no seu limite. É essencial deixar espaços de folga na planning, para cuidar de imprevistos sem comprometer o BackLog que foi estimado para resolução.

Além disso, se algum membro estiver com dificuldades, outro colaborador pode auxiliá-lo sem atrapalhar a entrega do time. 

Tudo isso, implica diretamente na motivação da equipe, que o aspecto principal para que a Planning ocorra de forma positiva, então, atente-se ao quanto seus colaboradores estão satisfeitos com as entregas, com os resultados e com as execuções das tarefas, pois um time motivado é o que faz a diferença.

Para concluir…

Agora que você sabe como realizar uma Planning com bom direcionamento está hora de colocar em prática. Comece conversando com sua equipe e entenda como a demanda de cada um funciona. Com isso, vocês, como time, conseguem chegar a conclusão de qual o melhor tempo de sprint para que os resultados sejam alcançados com boa qualidade. 


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Fundamentos do papel de Scrum Master

Saiba quais são os trabalhos elementares que um Scrum Master deve dominar

Você sabe qual é o trabalho mais elementar do papel do Scrum Master? Aquelas tarefas fundamentais que essa pessoa precisa dominar para exercer essa função? Bom, vamos falar sobre isso começando com uma história que aconteceu comigo…

Meu filho mais velho tem oito anos e está aprendendo a jogar futebol. Ele assiste aos jogos pela TV, observando atentamente grandes nomes como Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, fazendo aquelas “firulas”, dando suas “pedaladas”, fazendo gols de bicicleta, movimentos quase acrobáticos. Ao perceber seu interesse por reproduzir aqueles movimentos super avançados, expliquei que, naquele momento, o mais importante para ele era aprender os fundamentos. 

Em matéria de futebol, para mim, o essencial que todo jogador deve dominar é o toque de bola. Por isso expliquei que ele precisava aprender a receber a bola, tocar para o amiguinho ao lado. Isso deve ser praticado até o domínio pleno do fundamento. Pois, sem isso, não tem nada que o fará ser efetivo em jogar bem a bola, ou seja, jogar bem o futebol.

Depois desse papo com o pequeno, me peguei pensando: o que é elementar na função de Scrum Master? Quais são os fundamentos que esse papel precisa dominar? Sendo assim, selecionei três competências principais e essenciais para que o papel de SM seja realmente cumprido com propósito e sucesso.

Isso mesmo! Pode parecer algo muito básico e até meio óbvio, mas gostaria de deixar aqui como um desafio: pare e veja se consegue dar uma aula de Scrum para sua irmã mais nova, seu cachorro, sua esposa, qualquer pessoa… Segundo o físico, Richard Feynman, ganhador do prêmio Nobel de Fìsica em 1965, “para saber se você domina um assunto, você precisa saber ensinar para alguém”. Se você não conseguir fazer isso, significa que não aprendeu o suficiente sobre aquele tema. 

Então, se você não consegue ensinar o Scrum para outra pessoa, você precisa estudar mais e se aprofundar mais na teoria do que é o framework. Isso também vai te ajudar na prática, quando tiver de ensinar ao seu time os mesmos conceitos, já que faz parte do papel de Scrum Master dar esse suporte à execução do Scrum no dia a dia. 

As pessoas hoje em dia não querem mais executar uma regra apenas por executar, mas sim entender os motivadores; para quê esse framework existe; em que está fundamentado… E isso faz parte do papel de Scrum Master: ENSINAR.

Também é importante dominar o Scrum para ensinar ao cliente. Muitas vezes, o cliente não tem contato com Métodos Ágeis em geral, como você vai explicar essa nova forma de trabalhar, mostrar o real valor e os benefícios?

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Desbloquear o time é uma atividade fundamental e básica do papel de Scrum Master. Parece simples, mas na prática não é! Existem diversas formas de remover impedimentos, e o Scrum Master que encontra a maneira mais efetiva e adequada percebe toda a diferença que isso faz.

É comum ver times que ficam, um, dois, três dias, até uma semana, impedidos e o SM não consegue resolver o assunto, desbloquear o time. Isso traz um impacto grande ao Objetivo da Sprint, prejudicando a entrega de valor do time como um todo. Domine esse fundamento, se prepare, busque técnicas e aprimore suas habilidades para desimpedir o time.

Nesse tópico vou me restringir unicamente à facilitação dos eventos do Scrum. Para ser um bom facilitador, é preciso ser uma pessoa organizada, com boa comunicação, voz ativa, postura e conseguir a atenção de todos os participantes para o foco do evento, garantindo que o mesmo está cumprindo seu propósito. 

Também é fundamental que aquele que exerce o papel de SM saiba ajudar as pessoas durante as discussões e o choque de ideias. Nesse momento é importante a sensibilidade de analisar o ambiente, dar voz aos participantes e gerenciar possíveis conflitos. Ter uma boa técnica para deixar visível o “onde estamos” e “onde queremos chegar”, fazer um resumo final de cada reunião para deixar os pontos o mais alinhados possível para os envolvidos… Isso mostra que o Scrum Master está exercendo seu perfil de liderança e influência.

Se você se atentar aos fundamentos, dominar o framework Scrum, remover bem os impedimentos e ser um bom facilitador, sua carreira como Agilista vai longe! E se você exerce o papel de Product Owner ou de Time de Desenvolvimento, se atente aos nossos artigos pois essa série de elementares continua.

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Como o líder ágil pode facilitar sua equipe até a alta maturidade?

Neste texto,  vou compartilhar algumas experiências e apresentar uma Matriz de Maturidade que descreve a evolução de uma equipe Scrum. E como o líder ágil pode facilitar sua equipe até a alta maturidade

Esta matriz é baseado em experiências pessoais e percepções da Spiral Dynamics.

Você pode usar esta matriz como referência para liderar equipes Scrum em direção a mais maturidade.

Como acompanhamento, apresentarei 4 exemplos, cada um deles descrevendo a transição entre os níveis de maturidade descritos.

Esse conteúdo faz parte do treinamento PAL-e, oficial da Scrum.org, que ajuda líderes a serem líderes ágeis, ajudando os times a entregar mais valor.

Se Scrum for bem feito…

Se o Scrum for bem feito, uma equipe Scrum se auto-organiza, cria valor regularmente e é altamente eficiente:

Se o Scrum for bem feito, muitas responsabilidades tradicionais serão transferidas para o time Scrum. Para aqueles que são novos no Scrum, muitas vezes é difícil acreditar que essa transferência ocorrerá. E para ser sincero, não os culpo!

A maioria das organizações não foi construída sobre princípios de auto-organização. Eles prosperaram em uma época em que a gerência possuía os planos e as equipes de desenvolvimento possuíam apenas a execução.

Mas os tempos estão mudando … O mundo se tornou tão complexo que a responsabilidade precisa ser assumida por aqueles que fazem o trabalho. Só então eles podem ser rápidos, flexíveis e criativos.

E eles não podem fazer isso sem a ajuda de um líder que lhes mostra o caminho.

Se o Scrum for bem feito, você precisará de uma boa Liderança Ágil! Essa é a chave de uma boa organização.

Liderança e Scrum

Muitas pessoas entendem o Scrum hoje em dia, mas falham em extrair o melhor dele.

Isso geralmente é resultado de:

A ideia de uma equipe auto-organizada é relativamente nova no mundo da TI, mas provou ser mais bem-sucedida em esportes e situações militares. Nos militares, existe um ditado famoso que afirma “Não existem equipes ruins, apenas líderes ruins”.

E também há esperança para as organizações de TI!

O melhor elogio que um gerente fez uma vez a uma das minhas equipes Scrum: “Não preciso mais me preocupar com você. Eu só me preocupo com o meio ambiente ao seu redor, então você pode fazer o que tiver que fazer. ”

E se você pudesse aprender com o que essas equipes fizeram para conseguir isso? Qual é o padrão de crescimento que leva a essa maturidade?

E como você, como líder ágil, pode usá-lo para guiar suas equipes para o sucesso?

Uma matriz de maturidade de 5 níveis

A chave para liderar equipes Scrum de sucesso é focar no crescimento da maturidade das funções Scrum, proporcionando-lhes um ambiente onde possam florescer.

Muitos líderes focam nos processos e regras no Scrum, enquanto são as pessoas e as funções que fazem a diferença.

Uma equipe só pode ser tão grande quanto as pessoas que nela trabalham!

Nunca conheci um time Scrum maduro que reivindicasse seu sucesso por sua habilidade de seguir regras. Os créditos vão sempre para a grandeza das pessoas, a maturidade das funções e os valores que compartilham.

As equipes mais bem-sucedidas compartilham um padrão, com base em 4 funções importantes: Scrum Master, Dono do Produto, Membro da Equipe de Desenvolvimento e Líder.

Embora o Líder Ágil não seja uma Role oficial no Scrum, ele desempenha um papel crucial no sucesso das equipes na organização.

A Matriz de Maturidade:

O Líder é responsável por definir as condições de limite para um time Scrum aumentar sua maturidade.

Sobre a Matriz de Maturidade

A maturidade é evolutiva

Evolução

Os treinamentos sobre Scrum ensinamos o framework no seu nível 5 da Matriz de Maturidade.

A maioria das pessoas tem dificuldade em descobrir como fazer isso porque acabaram de chegar ao nível 1 ou 2 da maturidade. Nunca vi ninguém pular para o nível mais alto depois de terminar um treinamento. Você terá que percorrer o caminho através de todos os níveis. Requer muito trabalho, perseverança e boa liderança para atingir o nível 5!

Como Líder Ágil, é sua responsabilidade orientar os papéis do Scrum de um nível para outro.

Estruturas rígidas determinam mentalidade

Times Scrum de sucesso atuam como células autônomas dentro dos limites da organização. Essa mentalidade de nível 5 de maturidade, não pode ser alcançada quando as estruturas rígidas das organizações (comando, processos, regras, edifícios, organizações, KPI’s, etc.) ainda estão no nível 1.

A maneira como as pessoas pensam e agem é determinada por suas condições de trabalho. Como cada papel do Scrum age e pensa em cada nível é determinado pela estrutura rígida fornecida pelo Líder.

Como Líder Ágil, é sua responsabilidade moldar a estrutura rígida de sua organização de forma que as pessoas possam fazer uma mudança em seu sistema de pensamento.

Líderes Ágeis vão primeiro!

Muitos times Scrum ficam presos nos primeiros 3 níveis da Matriz de Maturidade. Todas as equipes que observei nos níveis 4 e 5 tinham uma coisa em comum: o Líder apoiava e orientava as pessoas até lá. Os líderes precisam criar um ambiente onde as pessoas possam trabalhar com comprometimento e foco, sem medo de cometer erros.

Se um líder não for capaz de guiar sua equipe para o próximo nível, haverá atrito, expectativas erradas e Scrum disfuncional.

Como Líder Ágil, é sua responsabilidade dar o exemplo e liderar o caminho.

O elo mais fraco

O sucesso de uma equipe inteira é determinado pelo elo mais fraco. Uma equipe Scrum só mostrará os resultados esperados em cada nível quando todas as funções estiverem pelo menos no mesmo nível de maturidade.

Como Líder Ágil, é sua responsabilidade facilitar o crescimento de cada função em uma equipe para fazer com que toda a equipe cresça.

Como usar a matriz de maturidade?

A matriz de maturidade fornece insights sobre como os papéis do Scrum amadurecem.

Aviso: a matriz deve ser usado como orientação para ajudar as pessoas a determinar seu caminho de crescimento pessoal. Não o use como incentivo, pois impedirá que as pessoas percorram o caminho!

Texto traduzido do blog do Ron Eringa, Professional Scrum Trainer pela Scrum.or. Clique aqui e leia o post original.

Aprimore suas características como líder ágil e aprenda técnicas que te ajudarão gerar mais sucesso na sua carreira e nos seus times, através do treinamento PAL-E da Scrum.org, o Professional Agile Leadership Essentials. Saiba mais sobre esse curso!

Entenda melhor o que é o papel de Scrum Master e como ele atua dentro de um time

Como o nome já diz, o Scrum Master (SM), é o Mestre do Scrum, ou seja, é a figura responsável por promover e suportar o Scrum dentro das organizações. Porém, como o Scrum Master faz isso?

Coach free icon

O Product Owner (PO) é responsável por construir o produto certo. O Time de Desenvolvimento (Time) é responsável por construir o produto do jeito certo. O Scrum Master ajuda todo o Time Scrum e a organização a entender a teoria, prática, regras e valores do Scrum.Por este motivo, o SM é chamado de líder-servidor, pois é um papel que busca auxiliar o entendimento do Scrum e as interações que o Time Scrum tem com o restante da organização, quais dessas interações são úteis e como os processos estabelecidos podem ser melhorados para que o Time Scrum entregue valor continuadamente e atinja a alta performance.

Dessa forma, o SM trabalha suportando o PO, o Time de Desenvolvimento e a Organização.

SM suporta o PO:

SM suporta o Time:

SM suporta a Organização:

Instâncias do Scrum Master:

Uma das instâncias do SM é a realizar o Coach do Time Scrum ajudando na redução da barreira entre eles. Não é incomum o cenário em que Time de Desenvolvimento e Product Owner se veem em lados opostos, como opositores. Obviamente que essa é uma visão completamente errada entre as contrapartes, uma vez que ambas necessitam uma da outra.Nesse cenário complexo, cabe ao SM ajudar o Time Scrum a reconhecer como todas as partes colaboram entre si, reduzir esse distanciamento e ajudá-los a seguir na jornada ágil, avançando em maturidade e resolvendo seus próprios problemas.

O SM atua também como Facilitador buscando sempre a melhoria do processo estabelecido e facilitando os eventos do Scrum: Sprint Planning, Sprint, Daily Scrum, Sprint Review e Sprint Retrospective.

Outro papel do SM é de ser Removedor de Impedimentos. Impedimento é definido como o que excede a capacidade de auto-organização do Time e que possa comprometer que o Objetivo da Sprint seja alcançado. É comum o Time demandar algumas coisas para o SM que não sejam necessariamente um impedimento e não há nada que impeça o SM de colaborar com o Time na realização dessa demanda. Contudo, é importante que o SM não vire um “secretário” do Time, causando assim uma disfunção em seu papel e tomando seu tempo com atividades que não geram valor e não contribuem para a maturidade do time.

O SM atua como um Agente de Mudanças da organização à medida que provoca mudanças que ajudem cada vez mais o Time Scrum a performar.

Para mais detalhes sobre as instâncias do SM , te convido a ler o artigo “As 8 Instâncias do Scrum Master” disponível aqui no nosso blog.

Características do Scrum Master:

O SM deve ser um profundo conhecedor do Scrum por ser a pessoa responsável por propagar os valores, pilares e regras do Scrum dentro das organizações. Ele não precisa ter domínio do conhecimento técnico e nem de negócio, mas sem dúvida, ter um bom conhecimento nessas disciplinas o torna um bom questionador, sendo um diferencial para o processo de coaching do Time.

Um bom questionador geralmente é paciente e esta é outra característica que um grande Scrum Master deve ter, pois o processo de coaching exige do SM tempo para que o time alcance a resposta esperada. Ainda que o SM acredite que saiba a resposta, levar o time a encontrá-la é o melhor caminho, pois a solução que emerge do conhecimento coletivo pode ser preferível à que o SM acreditava. Mais do que isso: quando o Time encontra suas próprias soluções gera mais engajamento e comprometimento uma vez que foi o próprio Time que chegou aquela conclusão.

Ser colaborativo é uma característica nata do Scrum Master, por ser um papel que trabalha com várias frentes (PO, Time e Organização) ele precisa ser bastante colaborativo. Como coach do processo, o SM contribui na busca de novas oportunidades de melhoria.

Conclusão

O papel do Scrum Master é incompreendido em muitas organizações por não ser um papel técnico. Um grande Scrum Master precisa desenvolver tanto soft skills quanto hard skills pois a maior parte do tempo gasto pelo SM é com o processo e com as pessoas envolvidas neste. A empatia e a escuta ativa são ingredientes fundamentais para o desenvolvimento do trabalho do SM.

Assista: Scrum master recém chegado, o que fazer?

Leia também: O que é a Sprint Planning?

 

E se você está começando ou pretende atuar como Scrum Master e quer elevar o seu nível de conhecimento – e ainda obter sua certificação pela Scrum.org, conheça nosso treinamento Professional Scrum Master.

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Entenda como a agilidade pode ajudar neste momento, que não é novidade para alguns, mas para muitos está sendo uma realidade repentina e não programada

Um dos assuntos mais falados nos últimos dias é como encarar o home office e manter a produtividade e suporte aos times sem ter o contato físico. A situação pode parecer simples, mas o home office ainda não é uma realidade para muitos. E aí surge a dúvida, como usar a agilidade no trabalho remoto?

Para facilitar um pouco este momento atípico e repentino, separamos alguns pontos importantes que podem ajudar todas as pessoas envolvidas a trabalharem melhor e com mais agilidade no trabalho remoto.

 

 

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