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Story Points: Entenda de uma vez por todas como fazer estimativas

Na maioria dos treinamentos que dou, nas dúvidas que chegam pelas redes sociais, meetups em que a Agile School participa, sempre aparecem questões sobre os tais Story Points.

Para quem está iniciando na Agilidade, esse é um tema que geralmente aparece de forma polêmica! E, por isso, chegamos a conclusão que é uma das ferramentas mais incompreensíveis pela galera que implementa agilidade por aí... 

Pensando nisso, trouxemos esse artigo para que você consiga entender de uma vez por todas Story Points e como fazer estimativas. Precisamos deixar claro se você usa ou não essa ferramenta não quer dizer que você usa bem ou não Scrum.

Essa é uma das diversas ferramentas alternativas que muitos membros do movimento da agilidade acabam utilizando, mas nada é imutável ou obrigatório.

Com o tempo é muito natural que se mude a forma de estimar! Através de Story Points ou não, para estimar bem é preciso encontrar a ferramenta que irá se adaptar melhor ao seu estilo de trabalho.

Temos um vídeo no canal da Agile School, onde o Rodrigo explica detalhadamente como funcionam os Story Points. Para assistir, é só clicar aqui

O que são os Story Points e porque existem muitas polêmicas envolvidas? 

Os Story Points nasceram junto da comunidade XP (Extreme Programming) e eles são uma unidade de medida, assim como metro é uma unidade de distância, o litro é uma unidade de volume, a hora é uma unidade de tempo…

O Story Point é unidade de complexidade de esforço que a gente tem para construir um pedaço de software, por exemplo uma User Story ou qualquer tipo de demanda que você tenha para construir.

Essa medida de grandeza e/ou complexidade é utilizada para mensurar o esforço que é gasto para você conseguir fazer um planejamento de iteração, seja uma semana, um mês, uma Sprint, ou seja, o plano de trabalho com o seu time e assim alcançar melhores resultados e gerar entregas de valores para os clientes. 

Os Storys Points também podem ser utilizados para fazer projeções do que seu time irá conseguir entregar em uma determinada data ou período, ou em que dia você vai conseguir entregar uma certa quantidade de tarefas. 

Logo, os Story Points possuem essa finalidade de medir a complexidade de algo dentro do time ou das tarefas que você e sua equipe realizam.

Ou seja, você irá analisar um item do seu Product Backlog e identificar o esforço que o time vai demandar para realizar, a complexidade, a quantidade de trabalho que deve ser demandada para finalizar e entregar esse item e, com essas análises, você poderá associar esse item a alguma unidade de grandeza, que são os Story Points. 

Importante: Os Story Points são únicos e exclusivos para as pessoas que fazem parte do seu time! 

E diante dessas explicações, conseguimos derrubar o mito de que os Story Points são utilizados para fazer comparações entre os times da organização.

Como esse método é focado totalmente em medir SEUS esforços, não faz sentido utilizá-los como ferramenta de comparação entre as pessoas e as equipes. 

A única comparação que rola no Story Points é entre os itens. Por exemplo, você irá analisar a complexidade e esforço de um item e ele pode valer 10 pontos.

Entretanto, uma outra demanda leva metade dos esforços que essa tarefa então ela valerá 5 pontos. É dessa forma que você irá comparar a complexidade e os esforços demandados por cada item do seu Product Backlog. 

Outra questão muito comum entre os times que utilizam Story Points é que eles não vão seguir uma escala linear, passam a usar uma escala exponencial, quadrática, logarítmica ou Fibonacci.

Não é uma característica dos Story Points ficar fazendo medidas milimétricas e a ideia não é ser tão objetivo com as medidas...

Os Story Points, por fim, são unidades de medidas alternativas a mensuração por hora - que normalmente são utilizadas pelas empresas tradicionais - e convenhamos que é uma mensuração muito errática, pois é complicado para os times definirem as complexidades dos itens através de horas gastas em cada demanda. 

Com isso, derrubamos um segundo mito que é o de equivaler a medição por horas e pontos, por exemplo: uma demanda que vale 5 pontos é possível fazê-la em 1h e isso é totalmente fora de contexto. 

Conclusão

Essa ferramenta foi criada para ser um simples método de medidas que ajuda as pessoas a conseguir elaborar um bom planejamento de itens no Backlog, estimando as tarefas e suas complexidades.

Mas, com o tempo, passaram a usar essa medida como uma forma de medir o quanto um time produz. E isso acaba gerando competições internas desnecessárias, fazendo com que as pessoas não pensem na qualidade das suas entregas, mas nos pontos que precisam alcançar.

Definitivamente, os Story Points fazem parte de um leque imenso de ferramentas para medir e estimar o trabalho de times ágeis.

O mercado acabou moldando a forma que os times deveriam usar os Story Points e por esse motivo a sua utilização dentro das equipes se torna polêmica e muitos acham que essa ferramenta pode não ajudar a classificar e planejar as demandas que estão no Product Backlog. Mas ela pode ajudar sim e muito!

O mais importante é encontrar a ferramenta que mais se adequa à sua realidade e rotina e que traga os melhores resultados para o time e consequentemente, para o produto final. 

Se quiser mais dicas sobre temas como esse, assista a seguir:

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