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Moral do Time x Sucesso do Produto

Moral do Time x Sucesso do Produto

Segundo o último relatório Chaos Report, em média, 18% dos projetos complexos são bem sucedidos.

Problemas complexos não têm a sua relação de causa e efeito definida/conhecida, e portanto, a resolução desses problemas surgem de práticas emergentes, onde é necessário provar, sentir e responder, ou seja, verificar se a solução proposta resolve problema inicial.

A solução de problemas complexos dificilmente estará na mão de uma única pessoa, assim necessitam que a solução surja da inteligência coletiva, onde, por meio da colaboração surjam soluções inovadoras que também aumentam o engajamento.

Tela de computador com jogoDescrição gerada automaticamente

Contudo, para que a inteligência coletiva seja maximizada e atinja o seu propósito, precisamos entender que propósito é esse. Simon Sinek, em seu livro “Start With Why” coloca o porquê no centro da questão, ou seja, Por que estamos fazendo o que estamos fazendo? Para quem estamos fazendo? Quais as dores dessa pessoa? Na prática, estamos buscando entender quem são as personas do nosso produto. O que elas sentem? O que elas pensam? O que elas veem? O que elas fazem? O que elas escutam?

Uma imagem contendo relógio, florDescrição gerada automaticamente

Estamos buscando por uma solução customer centric, onde o cliente é colocado no centro das atenções. Atualmente, diante de tantas opções de concorrência, é necessário entendermos e estreitarmos laços cada vez mais com os nossos clientes, ou seja, entender quais são suas necessidades. Quais são os seus desejos? Como podemos nos relacionar cada vez melhor com eles? No final, estamos aqui em busca do que é valor para o cliente.

Uma imagem contendo desenhoDescrição gerada automaticamente

O cliente tem necessidades e desejos e os produtos entregam uma experiência que muitas vezes está distante daquela desejada por ele. É nesse gap entre desejo e experiência que reside o valor. É nesse gap que o produto precisa se posicionar e o time trabalhar, mas pra chegarmos nessa proposição, é necessário que as personas e seus desejos estejam claros para todos.

Uma imagem contendo desenhoDescrição gerada automaticamente

Contudo, o que se vê é a velha dicotomia entre negócio e TI, uma barreira entre eles, onde de um lado negócio diz que TI não faz uma entrega com qualidade, que existem muitos bugs, que o cliente está insatisfeito. Do outro, TI diz que negócio não sabe o que pede, não escreve os requisitos direitos, muda a prioridade toda hora...

Uma imagem contendo desenho, quartoDescrição gerada automaticamente

Até que surgiram os Squads, para reduzir esse distanciamento. Agora Negócio e TI trabalham debaixo do mesmo teto e os problemas de comunicação de outrora foram minimizados, contudo ainda existe uma zona nebulosa entre essas partes. Existem diversas razões para isso, mas nesse artigo vou falar da principal deles, ou pelo menos daquela que é a base de qualquer relacionamento: a confiança, no caso aqui, a falta dela.

Uma imagem contendo quarto, desenho, relógioDescrição gerada automaticamente

O Scrum Guide diz que quando os valores são incorporados e vividos pelo Time Scrum, os pilares de Transparência, Inspeção e Adaptação tornam-se vivos e constroem confiança entre todos.

Patrick Lencione, em seu livro, “Os 5 Desafios Das Equipes”, mostra que justamente o 1º desafio, a base para que um time possa alcançar a Alta Performance, é justamente a ausência de confiança, que sem ela, é impossível de um time chegar a sua melhor performance e entregar melhores resultados.

Kenneth Rubin, no livro Scrum Essencial, aponta que aspectos como: ausência de confiança, feedbacks raros, mudanças constantes de backlog, super utilização da capacidade do time, entre outros, impactam diretamente no engajamento e motivação do time, caindo continuamente ao passar do tempo. Por outro lado, quando a confiança está presente, existem um ambiente de feedbacks constantes, entregas contínuas de valor, validação constante do propósito (por que) e eficiência e eficácia andam lado a lado, a motivação e engajamento são renovados frequentemente, uma vez que existe uma sensação de dever cumprido, de trabalho bem realizado, ou seja, de atingimento de propósito.

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Conclusão

Num mundo cada vez mais dinâmico há menos certeza quanto ao o quê temos que fazer ou como fazer para solucionar as dores dos usuários. Nesse ambiente complexo, para que um produto possa ter seu valor potencializado, práticas emergentes devem surgir, catalizando a inovação.

Para isso, é necessário que haja uma atenção dedicada à moral da equipe, assim como um ambiente de trabalho seguro, no qual temos confiança e colaboração verdadeira entre os envolvidos. Essas características são requisitos para que a transparência, inspeção e adaptação possam acontecer de modo a culminar numa maior geração de valor para os clientes.

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