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Sabemos que gerenciar um Product Backlog exige alta capacidade, uma vez que ele muda constantemente e, por isso, demanda que se considerem muitas opções ao adicionar, excluir, atualizar e ordená-lo. Mas você sabia que é possível melhorar o seu desempenho de gerenciar todos os aspectos do Product Backlog?

A seguir, separamos algumas dicas que podem te auxiliar.

Se você atua como Product Owner (e busca por maneiras práticas de lidar com os stakeholders e com o Product Backlog), um Product Owners (que deseja compreender melhor seus clientes e stakeholders), um  Product Manager ou Analistas de Negócios (que espera melhorar suas habilidades de gerenciamento de Product Backlog) ou  Scrum Master (que quer ser um coach eficaz para Product Owners), fique com a gente e acompanhe essa leitura!

Estude técnicas de refinamento

Como dizem, “a experiência leva à prática”. E no caso de um Product Backlog, não é diferente. Praticar as técnicas de refinamento, como a decomposição e a subdivisão de itens do Product Backlog vai te levar mais longe como profissional! Com o tempo você vai perceber que a simplicidade pode ser a chave que faltava para resolver Product Backlogs complicados e complexos. 

Conecte seus Product Goal

Os Product Goals fornecem contexto para o Product Backlog e servem como uma meta para o Time Scrum. Estes são um objetivo de longo prazo, uma declaração direcional simples, que fornece contexto e propósito para o Time Scrum e seus stakeholders. Ao conectar os Products Goals nos quais você investe o seu tempo, é possível garantir que estejam entregando valor.

Lide bem com todos os seus stakeholders


Para ser um(a) excelente profissional, faça um mapa dos seus Staheolders. Entenda quais são suas necessidades, você perceberá que alguns você vai precisar estar mais próximos e outros nem tanto. Além disso, é importante que você também saiba lidar, compreender e gerenciar a interação com todos os stakeholders envolvidos nos projetos, incluindo a sua própria equipe. Por isso, a nossa dica é: melhore a sua comunicação!

Encante os seus clientes com o Product Backlog

Este tópico também tem a ver com o item acima, afinal, o cliente é um dos seus stakeholders.

Quando você domina a metodologia com maestria, oferece transparência e uma visão de futuro com o total domínio a seus clientes. Desta maneira, é impossível não deixá-los encantados. Para isso, é importante saber identificar as necessidades deles e abranger tudo no Product Backlog. 


E como conseguir tudo isso?


Por meio do treinamento Professional Scrum Product Backlog Management SkillsTM, da Scrum.org, promovido pela Agile School. Essa capacitação traz técnicas e métodos para gerenciar efetivamente um Product Backlog. 

“O novo treinamento da Scrum.org ajudará você desde a construção da visão do seu produto a ter seu Product Backlog refinado e conectado com os objetivos de negócios. Tudo isso numa abordagem mão na massa”,  explica  Thiago Fregni, Head de Operações da Agile.inc e trainer Oficial da Scrum.org neste curso.

Ao longo de 8 horas, você vai aprender a:

Confira todos os detalhes na página do curso e inscreva-se!

Recentemente, muito têm se discutido sobre o quão presente a Inteligência Artificial estará no nosso dia a dia, e principalmente, se os trabalhos atuais poderão ser substituídos por essa tecnologia. Por isso, viemos aqui para desmistificar essa ideia e mostrar que a Inteligência Artificial (IA) e a robótica não representam uma ameaça à segurança dos empregos, pelo contrário, têm potencial para fomentar uma explosão de novas oportunidades de trabalho.

O mercado têm expandido cada vez mais

Muitas pessoas têm a preocupação de que a inteligência artificial (IA) irá substituir os trabalhadores humanos em larga escala. Embora essa preocupação seja compreensível, estamos caminhando para uma multiplicação de empresas competindo pelo mesmo mercado. Em vez de reduzir drasticamente o número de empregos disponíveis, a IA pode impulsionar a criação de novas oportunidades de trabalho.

Imagine um futuro em que existam várias empresas como Uber, Amazon, Apple, Tesla e outras em setores que nem sequer podemos imaginar. Essa proliferação de empresas, todas utilizando a IA como uma ferramenta para impulsionar seus negócios, pode resultar em um aumento significativo na demanda por profissionais qualificados em diversas áreas.

A redução dos custos de produção impulsionam a qualidade de vida

Outro aspecto importante a ser considerado é o impacto da IA na redução dos custos de produção. Com a automação impulsionada pela IA, as empresas podem otimizar seus processos, reduzir os gastos e, consequentemente, oferecer produtos e serviços a preços mais acessíveis. Essa redução nos custos pode levar a uma maior disponibilidade de produtos e, potencialmente, à erradicação da fome, da miséria e da pobreza.

Vale ressaltar que, ao longo da história, avanços tecnológicos têm permitido que a qualidade de vida da classe média supere até mesmo a dos reis da Idade Média. Com os avanços contínuos da tecnologia e da IA, podemos esperar que, no futuro, tenhamos acesso a ainda mais comodidades e conforto do que os abastados de hoje em dia.

A IA pode solucionar o problema da escassez de mão de obra

Além dos benefícios econômicos e sociais, a IA e a robótica desempenham um papel fundamental na solução do problema da escassez de mão de obra em setores que exigem trabalho árduo. Em muitos países, há uma tendência de diminuição da população urbana, o que pode levar à falta de trabalhadores em determinados setores. Nesse contexto, a IA e a robótica podem preencher essa lacuna de mão de obra, permitindo que as sociedades continuem a prosperar, mesmo com uma população urbana em declínio.

Portanto, se considerarmos a falta de mão de obra em diversos setores atualmente, a IA pode ser vista como uma solução viável para suprir essa demanda. Em vez de roubar empregos, a IA tem o potencial de criar novas oportunidades e melhorar a qualidade de vida de todos

Contudo, a IA não é útil para Agilista apenas traduzindo materiais, sumarizando uma pesquisa de usuário qualitativa ou escrevendo um User Story de forma automática. A próxima grande fronteira é o AI-as-a-Service (IA como Serviço), um modelo de serviço que permite às empresas utilizar capacidades de inteligência artificial sem precisar desenvolver sua própria infraestrutura. Isso envolve ter acesso a recursos como reconhecimento de voz, processamento de linguagem natural, visão computacional, aprendizado de máquina, entre outros. 

Conheça algumas maneiras em que a AI as a Service pode ser utilizada para melhorar sua entrega de produtos digitais:

Melhorando a Experiência do Usuário

A utilização do AIaaS oferece oportunidades para a criação de experiências de usuário personalizadas e altamente relevantes. Através de algoritmos de machine learning, é possível gerar recomendações baseadas no comportamento do usuário, aprimorando a utilidade e a relevância do produto ou serviço. Imagine poder oferecer aos seus clientes push notifications com ofertas de produtos com base em suas compras anteriores, acessos ou comportamento. Isso é apenas um exemplo de como a IA pode impulsionar a personalização e a satisfação do usuário.

Automatizando Processos 

Os Product Owners (POs) podem aproveitar os benefícios do AIaaS em seus produtos para automatizar diversas tarefas que, de outra forma, seriam demoradas ou complexas para serem realizadas por humanos. Isso inclui atividades como moderação de conteúdo, filtragem de spam, análise de sentimentos e muito mais. 

Por exemplo, é possível utilizar a IA para resumir as dúvidas mais frequentes dos usuários em um fórum de discussão, mesmo que estejam escritas em linguagem natural. Essa automação impulsionada pela IA permite que os POs otimizem sua eficiência e se concentrem em tarefas estratégicas de maior valor, ao mesmo tempo em que oferecem aos usuários respostas rápidas e precisas para suas perguntas.

Incorporando Novas Funcionalidades 

A adição de funcionalidades de IA em um produto não requer necessariamente uma grande equipe de cientistas de dados e engenheiros de machine learning. Com o auxílio do AIaaS, é possível incorporar recursos de IA de forma simplificada. Um exemplo disso é o uso de informações como estoque, preços dos concorrentes, datas festivas, previsão do tempo e outros eventos para que a IA possa sugerir o consumo previsto de uma mercadoria.

Imagine um dono de restaurante que pode aproveitar essas funcionalidades de IA para melhorar a gestão de seus estoques e compras. Com base nas informações fornecidas pela IA, ele pode tomar decisões mais informadas e estratégicas, evitando a escassez de produtos ou o excesso de estoque.

Essa capacidade de aproveitar insights preditivos impulsionados pela IA sem a necessidade de uma equipe especializada em ciência de dados e machine learning torna mais acessível a adoção dessas tecnologias por pequenos e médios empreendedores. Dessa forma, eles podem se beneficiar das vantagens da IA para melhorar suas operações e impulsionar seu sucesso no mercado.

Conclusão

A utilização do AI-as-a-Service (AIaaS) traz consigo uma série de benefícios e possibilidades para empresas e profissionais de diversas áreas. Através desse modelo de serviço, é possível aproveitar as capacidades da inteligência artificial de forma acessível e escalável, sem a necessidade de desenvolver uma infraestrutura própria. Isso abre caminho para a criação de experiências de usuário personalizadas, automatização de tarefas complexas e aprimoramento de produtos digitais.

É importante destacar que, apesar das preocupações sobre a substituição de empregos pela IA, existe uma visão mais otimista e realista sobre o seu impacto. A IA não está destinada a “roubar” empregos, mas sim a transformá-los. Ela tem o potencial de criar novas oportunidades de trabalho, impulsionar o crescimento econômico e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

A IA está transformando a maneira como vivemos, trabalhamos e interagimos com o mundo ao nosso redor. Com o AIaaS e outras abordagens similares, podemos explorar e incorporar a IA em nossos produtos e serviços de maneira mais ágil e eficiente. O futuro nos reserva um cenário onde humanos e IA trabalham em conjunto, trazendo inovação, progresso e melhores oportunidades para todos.

Além disso, se você está interessado em aprimorar suas habilidades e conhecimentos em métodos ágeis e práticas eficientes de gestão de projetos, a Agile School oferece uma ampla variedade de treinamentos especializados. Nossos cursos abrangem desde Scrum e Kanban até Lean Agile e Agile Coaching, capacitando profissionais a se destacarem em ambientes de trabalho dinâmicos e colaborativos.

Não perca a oportunidade de garantir sua vaga e impulsionar sua carreira. Nossos treinamentos são ministrados por especialistas renomados e focam em práticas comprovadas que podem transformar a forma como você e sua equipe trabalham. 

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Por: Rodrigo Pinto

Você já ouviu falar sobre o papel de um agilista? É comum pensar que ser um agilista é fácil: você não é gerente de ninguém, não é responsável pela entrega e não precisa ter uma faculdade ou conhecimento técnico específico, mas ganha um salário de 10k mensal. No entanto, essa é uma visão superficial do que realmente é ser um agilista! 

Recentemente, uma pessoa entrou em contato comigo no LinkedIn e disse que não esperava lidar com todas as questões que surgem dentro da equipe como agilista, o que me inspirou a escrever este artigo para falar sobre o que não te contaram dos desafios de assumir esse papel.

Vamos discutir a realidade desse cargo tão importante no mercado de trabalho atual e as habilidades necessárias para ser um agilista ou Scrum Master de sucesso.

A assimetria é um fenômeno presente em diversos mercados, inclusive no financeiro, em que um investimento de baixo risco pode gerar um retorno muito alto. No entanto, essa situação é temporária e tende a se equilibrar com o tempo. No mercado de agilidade, também há assimetrias, como a ideia equivocada de que para ser agilista não é necessário ter faculdade, conhecimento técnico ou responsabilidade pela entrega, mas ainda assim receber um salário de 10k ou mais por mês. 

Essa assimetria pode atrair muitas pessoas para a profissão, mas com o tempo, a tendência é que a simetria seja restaurada. É importante que as pessoas entendam a realidade do trabalho de um agilista e que estejam preparadas para lidar com as questões complexas que surgem na rotina da profissão.

Desmistificando a remuneração do Agilista

Muitas vezes, há uma compreensão equivocada de que o papel de Agilista é lucrativo e de fácil acesso, sem exigir responsabilidade sobre entrega ou mesmo formação acadêmica. No entanto, a remuneração desse profissional é variável e pode ir de R$ 4.000 a R$ 12.000 por mês, com uma média de cerca de R $8.500 de acordo com o Glass Door. É importante desfazer esse mito e demonstrar que a remuneração é influenciada por fatores como expertise, resultados e valor entregue ao cliente e à equipe.

O ônus e bônus de ser um Agilista

O papel exige habilidades específicas para resolver problemas e conflitos, além de ser capaz de mediar debates e gerenciar situações difíceis. Um Agilista deve ser capaz de remover impedimentos que afetam o desempenho do time, o que muitas vezes envolve trabalhar com times externos e lidar com situações complexas. 

Além disso, ele deve ser capaz de gerenciar conflitos internos na equipe, mediar debates de ideias e feedbacks. O papel do agilista no desenvolvimento ágil de software vai muito além de apenas seguir um processo. É preciso ter habilidades e competências específicas para lidar com as pressões e os desafios que surgem no dia a dia de um projeto ágil.

Gerenciamento de conflitos e pressão

A mentalidade de assimetria é prejudicial para o trabalho em equipe e pode gerar conflitos internos. Por isso, é importante que todos os membros da equipe tenham a formação e as habilidades necessárias para contribuir de forma significativa para o projeto.

Além disso, o agilista precisa estar preparado para lidar com pressões externas, como as dos gestores e stakeholders. Normalmente, estes procuram dar feedbacks e pressionar a equipe para cumprir prazos e metas. Nesses casos, o agilista precisa ter habilidades de comunicação e liderança para lidar com essas pressões e manter a equipe motivada e focada em seus objetivos.

Porém, é importante lembrar que a pressão e os prazos fazem parte do desenvolvimento ágil e que o agilista deve estar preparado para lidar com esses desafios. Afinal, a efetividade da equipe é sua responsabilidade e, para alcançá-la, é preciso saber lidar com as dificuldades que surgem ao longo do caminho.

Em resumo, ser um agilista requer muito mais do que seguir um processo. É preciso ter habilidades de liderança, comunicação e resolução de problemas para lidar com as pressões e os desafios que surgem durante o desenvolvimento ágil. Com essas competências, o agilista pode ajudar a equipe a alcançar seus objetivos de forma efetiva e colaborativa.

O papel do Scrum Master como líder dentro da equipe ágil

O Scrum Master é uma liderança dentro da equipe ágil e, como tal, deve dar o exemplo e agir de acordo com os valores e princípios do Agile. Isso significa ser responsável pelas entregas, pelo horário e pela organização do time. O Scrum Master não pode se dar ao luxo de chegar atrasado ou não cumprir com suas obrigações, pois isso compromete a efetividade do time e vai contra os ideais do Agile.

Assim, para ser um bom líder dentro da equipe, este Agilista deve chamar as pessoas para a responsabilidade, ser um exemplo de comportamento e estar disposto a lidar com a pressão e as dificuldades que surgem no contexto do desenvolvimento ágil. Além disso, é importante lembrar que a liderança não é uma posição de privilégio ou assimetria, mas sim de responsabilidade e comprometimento com o sucesso do time como um todo.

A importância do conhecimento técnico para o papel do Scrum Master

Muitas vezes se fala que para ser Scrum Master não é obrigatório ter formação superior ou conhecimento técnico em desenvolvimento de software. No entanto, isso não significa que o conhecimento técnico não seja importante ou que deva ser negligenciado. Na verdade, ele pode trazer grandes benefícios para o profissional e para a equipe.

Um Scrum Master que entende de desenvolvimento pode ajudar a equipe a lidar com desafios técnicos, a identificar possíveis melhorias no processo de desenvolvimento, a tomar decisões mais informadas e a compreender melhor as necessidades do produto. Além disso, o conhecimento técnico pode ajudar o Scrum Master a se comunicar melhor com os desenvolvedores, a compreender melhor as demandas do time e a ser um líder mais efetivo.

Por isso, é importante que o Scrum Master não negligencie o conhecimento técnico. Isso não significa que o profissional precisa ser um programador experiente, mas sim que ele deve ter uma boa compreensão do processo de desenvolvimento e das tecnologias envolvidas.

Além disso, o Scrum Master deve estar familiarizado com diversos conceitos e habilidades relacionados à agilidade e ao desenvolvimento de produtos, tais como ciclo de vida do produto, OKR, métricas de produto e de fluxo, gestão de portfólio, design thinking, negociação em startup, modelo de negócios, design organizacional, times de alta performance, feedback, soft skills, técnicas de retrospectiva, team building, e times remotos.

Portanto, embora não seja obrigatório ter conhecimento técnico para ser Scrum Master, investir em sua formação técnica e em habilidades relacionadas à agilidade pode ser um grande diferencial para o profissional e para a equipe que ele lidera.

Conclusão

Em conclusão, é importante lembrar que ser um Scrum Master ou um Agilista não significa apenas ter um título ou uma posição de liderança em um time. É necessário comprometimento, responsabilidade e conhecimento técnico para desempenhar bem essas funções. A dinâmica de crescimento de carreira como um Agilista envolve investimento constante em aprimoramento e aprendizado em diversas áreas, desde habilidades técnicas até soft skills e conhecimento em gestão de produtos. 

É possível sim ter uma boa remuneração e benefícios como um Agilista, mas é preciso estar ciente de que isso vem acompanhado de um grande investimento em si mesmo e em seu desenvolvimento profissional. Sair da dinâmica de assimetria do mercado de trabalho e se comprometer com um crescimento sustentável e consistente é o caminho para se destacar como um profissional de sucesso no mundo Ágil.

Portanto, se você quer se destacar no mercado de Agilidade e ter a chance de alavancar sua carreira, inscreva-se agora mesmo na nossa próxima turma do treinamento de Leading SAFe e aprenda mais sobre esse Framework e suas características para ser um Agilista completo e alinhado com as principais tendências de mercado. Clique aqui e saiba mais!

Inteligência artificial têm sido um dos temas mais discutidos nas redes sociais atualmente e um dos produtos mais comentados é o Chat GPT. Mas afinal, como essa tecnologia pode ajudar o trabalho do Product Owner? Essa é a pergunta que muitos têm se feito. 

Para responder essa questão, utilizamos o próprio Chat para obter insights sobre como ele pode ser usado na função. O resultado foi surpreendente, pois a ferramenta pode apoiar o Product Owner de diversas maneiras, oferecendo suporte a tarefas e responsabilidades associadas à função. 

Neste artigo, apresentaremos oito maneiras pelas quais o Chat GPT pode ser utilizado para ajudar o Product Owner na execução do seu papel.

1. Definição de Requisitos

A definição de requisitos é uma das atividades cruciais na gestão de um produto. Nesse sentido, o chat GPT pode ser uma ferramenta valiosa para auxiliar o Product Owner. Ele pode ajudar na elaboração de histórias de usuário, na definição de critérios de aceitação, bem como na comunicação com os stakeholders e a equipe de desenvolvimento.

Para ilustrar essa possibilidade, utilizamos o próprio chat GPT e solicitamos a criação de uma história de usuário para o pagamento de uma compra em um e-commerce, utilizando um cartão de crédito e adicionando os critérios de aceitação necessários para validar os dados do cartão. Para nossa surpresa, o chat GPT respondeu prontamente com uma história de usuário bem descrita e com critérios de aceitação detalhados.

Entre os critérios de aceitação apresentados, destacamos a validação do número de cartão de crédito digitado pelo usuário, verificando se ele é válido e se possui a quantidade correta de dígitos, além da verificação da data de validade e do código de segurança (CVV).

Essa demonstração evidencia que o chat GPT pode ser uma ferramenta útil para auxiliar o Product Owner na definição de requisitos de forma ágil e precisa. Com isso, é possível otimizar o tempo e aumentar a eficiência na gestão do produto, proporcionando uma experiência mais satisfatória para os usuários e agregando valor ao negócio.

2. Priorização de Backlog

A priorização do backlog é uma das tarefas mais desafiadoras para o Product Owner, pois requer uma análise cuidadosa dos requisitos e um equilíbrio entre as demandas dos stakeholders e da equipe de desenvolvimento. É nesse contexto que o chat GPT pode ser um grande aliado na tomada de decisões.

Com base em fatores como valor de negócio, riscos e dependências de esforço, a ferramenta pode ajudar a priorizar itens do backlog de forma mais eficiente. Para ilustrar isso na prática, fizemos um teste com a ferramenta, fornecendo a ela um esboço de backlog embaralhado e pedindo para que ele priorizasse os itens levando em consideração a jornada de compra.

E o resultado foi surpreendente! Com base na jornada do usuário, a inteligência artificial apresentou a seguinte priorização: página inicial do e-commerce, pesquisa de produto por categoria, seleção de itens de carrinho de compra, fechamento do carrinho de compra, dados do meio de pagamento, dados do local de entrega, envio do e-mail de confirmação de compra e, por último, a ordenação da busca de produtos.

O Chat GPT justificou sua escolha, afirmando que embora a ordenação de busca de produtos seja útil para os usuários, ela é menos crítica na jornada de compra do que as outras funcionalidades. Com isso, fica claro que ele pode ser uma ferramenta poderosa para auxiliar o Product Owner na priorização do backlog, trazendo mais objetividade e assertividade para o processo de desenvolvimento de produtos.

3. Planejamento de Sprints

O chat GPT pode, sim, ser uma ferramenta para apoiar o Product Owner no planejamento de Sprints, mas é importante lembrar que sua sugestão de distribuição de tarefas entre os membros da equipe pode não ser a melhor opção. A inteligência artificial é baseada em informações fornecidas por seres humanos, e pode haver imprecisões ou inadequações no input utilizado para treiná-la. Portanto, é essencial usar o senso crítico para avaliar as sugestões apresentadas.

Embora ele possa ser útil para definir metas e objetivos de Sprint, é importante ressaltar que a distribuição de tarefas é responsabilidade da equipe e não do Product Owner. A auto-organização da equipe é um dos princípios fundamentais do Agile e deve ser preservada. Portanto, é recomendável descartar sugestões que possam prejudicar a autonomia da equipe, avaliar criticamente o que ele ofereceu e usar esses dados com cautela.

4. Gerenciamento de Stakeholders

O chat GPT pode também ser uma ferramenta útil para o Product Owner no gerenciamento de stakeholders, fornecendo dicas e conselhos sobre como gerenciar expectativas, comunicar efetivamente e resolver conflitos.

Apesar de ser uma ferramenta básica, ela pode ser eficaz em oferecer sugestões de gerenciamento de informações e conselhos de gestão. Para ilustrar, um exemplo seria uma instrução simples dada ao chat GPT para fornecer dicas e conselhos sobre como gerenciar expectativas, comunicar efetivamente e resolver conflitos entre os stakeholders. Através dela, ele foi capaz de fornecer informações valiosas e úteis em uma variedade de tópicos de gestão de stakeholders.

5. Análise de métricas e KPI’s

Dentro da análise de métricas e KPI ‘s do projeto, ele pode ajudar a identificar métricas e equipes relevantes para acompanhar o progresso e sucesso do projeto, além de fornecer insights para melhorar o desempenho da equipe.

Durante um teste com a ferramenta, foi possível gerar dados fictícios e métricas de um e-commerce, chamado Fashion X. A inteligência artificial criou diversos exemplos de métricas bastante interessantes, o que já demonstra o valor da ferramenta.Porém, é importante salientar que para uma análise mais crítica e aprofundada dos dados, é necessário fornecer contexto e informações mais detalhadas. Na prática, os dados utilizados no projeto serão específicos e é importante compreender as métricas de forma mais ampla.

O Chat GPT consegue fazer sugestões de otimização baseado nas métricas apresentadas, mas é importante ressaltar que essas sugestões são genéricas e dependem do contexto do projeto. Cabe ao Product Owner analisar cuidadosamente essas sugestões e avaliar se elas são aplicáveis ao seu contexto.

Algumas sugestões que foram oferecidas: aumento da taxa de conversão, redução de custos, redução da taxa de devolução e aumento do engajamento em redes sociais. É importante analisar essas sugestões com cautela e realizar uma análise mais aprofundada para compreender se elas realmente são aplicáveis ao contexto do projeto.

6. Condução de reuniões

Além de ajudar na preparação de agendas, a inteligência artificial também pode fazer a sumarização de reuniões de maneira automática. Entretanto, é possível ir além e explorar a capacidade do chat GPT em sugerir pautas de agenda.

Ao testar essa habilidade, nós obtivemos sucesso na obtenção de uma boa proposta de agenda. O chat sugeriu uma pauta bem estruturada, que incluía a revisão do que foi feito na Sprint, com a participação dos desenvolvedores, e a realização da retrospectiva da Sprint, apesar de haver uma pequena confusão na colocação dessa atividade.

No geral, a dinâmica apresentada pela inteligência foi bem interessante e pode ser uma boa ajuda na preparação de reuniões eficientes. É importante lembrar, no entanto, que é sempre necessário avaliar e adaptar suas sugestões de acordo com o contexto da equipe e do projeto em questão.

7. Pesquisa e Validação

Ao inserir um contexto específico, como a criação de um app de gestão de investimentos para uma corretora de valores, é possível obter informações valiosas sobre as melhores práticas de mercado, tendências e tecnologias emergentes. Durante o exercício, o chat GPT ofereceu sugestões como design intuitivo e fácil de usar, personalização do aplicativo de acordo com o perfil do investidor, automação, segurança e gamificação.

O chat também destacou a importância da educação financeira, sugerindo que o conceito fosse integrado à plataforma. As sugestões oferecidas podem ajudar na criação de um backlog com ideias de tendências futuras. Ao levar em consideração o contexto específico, o Product Owner pode tomar decisões mais informadas e criar um produto mais atraente para seus clientes.

8. Melhoria contínua

Com a capacidade de identificar áreas de melhoria, a ferramenta pode fornecer sugestões para aprimorar a eficiência e eficácia do produto. Além disso, é possível utilizá-la para realizar comparações de benchmarking entre seu produto e os concorrentes, o que pode ajudar a entender melhor seu mercado e a identificar pontos fortes e fracos.

Por exemplo, se você tiver um produto visível no mercado, pode pedir ao chat GPT para comparar seu produto com o líder do seu segmento e destacar características relevantes do concorrente. Embora as respostas possam ser um pouco genéricas, elas ainda fornecem embasamento suficiente para guiar as análises do Product Owner. 

Conclusão

Em resumo, a substituição completa do papel do Product Owner ou de outros profissionais do conhecimento pela inteligência artificial ainda não é possível. Embora a IA possa potencializar e auxiliar em algumas tarefas, ela ainda não possui a capacidade de compreender o contexto e as nuances das necessidades do negócio, do mercado e dos usuários, além de habilidades de comunicação e negociação. 

Portanto, aqueles que devem se preocupar com a perda de empregos para a IA são aqueles cujo trabalho é apenas uma variação ou combinação do que os outros já criaram antes deles. 

A contribuição da IA é potencializar e catalisar as entregas de valor, evoluindo o papel dos profissionais do mercado e suas carreiras. Então, se você procura evoluir sua carreira como Product Owner e saber executar esse papel com êxito, inscreva-se na nossa próxima turma de Professional Scrum Product Owner Advanced.

Este treinamento oficial da Scrum.org,  é essencial para Product Owners que desejam aumentar seus conhecimentos e habilidades, com dinâmicas e práticas para o dia a dia deste papel. Garanta sua vaga na próxima turma de PSPO-A e conquiste uma certificação internacional.

O papel do agilista é direcionar e apoiar a equipe ágil em direção a entrega de valor. Mas calma, tire da cabeça aquele estereótipo que ser líder é sobre dar ordens e gerenciar tarefas. A liderança na agilidade é sobre influenciar e potencializar pessoas para alcançar os objetivos gerais e também pessoais. 

Neste artigo, discutiremos algumas maneiras de se tornar um líder efetivo sob a ótica dos princípios ágeis e progredir em sua carreira agilista. Vem comigo!

Seja um modelo a ser seguido

Seja você um agilista ou postulante a agilista, é importante lembrar que sua equipe está observando suas ações e comportamentos. Se deseja uma equipe proativa, engajada e responsável, você precisa ser um exemplo disso.

Parece óbvio, mas certifique-se:

– Que suas ações estão alinhadas com os valores que deseja promover.

– Que você está fazendo o que espera que eles façam.

Se você quer que sua equipe seja pontual em suas entregas, você precisa ser pontual em suas reuniões e compromissos. Se você quer que sua equipe se comunique de forma clara e efetiva, você precisa mostrar como fazer. Se quer que eles sejam responsáveis e assumam seus erros, faça primeiro, seja o modelo.

Desenvolva um relacionamento com sua equipe

Liderança também é convivência. Para liderar efetivamente, você precisa conhecer cada um de forma individual e como eles preferem ser liderados. Isso ajudará você a entender como motivá-los e como lidar com desafios quando surgirem.

Além disso, construir um convívio forte com sua equipe ágil criará confiança e ajudará as pessoas a serem mais transparentes e verdadeiras. Colaboradores que não confiam nos líderes Agilistas vão esconder e até mentir sobre os acontecimentos.

Seja um facilitador

Como agilista, você não é o chefe/gerente da equipe, mas deve ser um líder facilitador. Sua função é ajudar a equipe a alcançar seus objetivos, removendo impedimentos e facilitando a comunicação entre eles e todos os envolvidos. Você deve estar disposto a ouvir as opiniões e perspectivas da equipe, garantir que todos estão sendo ouvidos e tomar decisões em conjunto.

Ao fazer isso, está promovendo um ambiente de trabalho colaborativo e inspirando a equipe ágil a se auto-organizar para alcançar suas metas.

Se comunique de forma clara

É importante comunicar os objetivos e expectativas da empresa quanto às pessoas de forma concreta. Certifique-se de que sua equipe entenda o que é esperado deles e que você esteja sempre disponível para responder a perguntas e esclarecer dúvidas. Além disso, garanta que sua equipe tenha as informações necessárias para realizar seu trabalho de forma efetiva. Isso inclui fornecer atualizações regulares sobre o progresso do produto/projeto e compartilhar informações relevantes com a equipe.

Seja um líder servidor

O conceito de liderança servidora foi criado por Robert Greenleaf na década de 1970. Ele acreditava que a liderança deveria ser vista como um serviço, com o líder colocando as necessidades da equipe em primeiro lugar. Mas tenha muita atenção. Para que isso funcione, você deve ter observado os outros passos acima.

O agilista que é um exemplo, desenvolveu um bom relacionamento com as pessoas e comunicou claramente os objetivos e expectativas. Ao ser um líder servidor, você está demonstrando que você se preocupa com o sucesso de sua equipe ágil. Não priorizando apenas o sucesso pessoal.

A equipe e não apenas com o sucesso pessoal. Isso ajudará a criar um ambiente de trabalho positivo e colaborativo, onde todos os membros da equipe se sentem valorizados e apoiados.

Se algo fugir ao controle, tome a frente

Esse ponto deve ser muito bem esclarecido. Algumas pessoas confundem as características do agilista de facilitador ou líder servidor com uma postura passiva e leniente. Nada poderia estar mais errado! O agilista assume a frente quando a auto-organização não funciona, seja no contato externo ou internamente na equipe.

A liberdade e autonomia servem a um propósito, mas não permita que isso seja mal usado pelas pessoas e leve a resultados indesejados. No fim do dia, o agilista permanece responsável pelo resultado final. Ou seja, não deixe as coisas saírem do controle, tome a frente.

Esteja disposto a aprender

Ser um líder efetivo não é algo que se aprende da noite para o dia, é um processo contínuo que contém erros e acertos. Seja humilde em Esteja disposto a aprender com suas falhas e a receber feedback da própria equipe. Busque oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional, como treinamentos e workshops.

E também esteja aberto a compartilhar e aprender com outros líderes e mentores em sua empresa, capítulo ou na comunidade de Agilistas. Liderar não é uma ciência exata, todos nós iremos errar, pode se acostumar com isso.

Conclusão

Na minha opinião, liderança é uma das habilidades mais fundamentais que o agilista pode ter. Não é uma tarefa simples, requer navegar na incerteza dos relacionamentos humanos.

Seja o exemplo e influencie a sua equipe. Portanto, não tenha medo de errar, pois isso é inerente ao processo de liderança. Se esforce para se tornar um mentor para sua equipe, compartilhe conhecimento e explore novas formas de desenvolver sua liderança para que você possa se tornar um líder melhor.

Seja sempre responsável por suas ações, não só por sua equipe, mas também por outros líderes e mentores. Seja um líder que inspira, que motiva, que enxerga oportunidades e que, acima de tudo, acredita no poder da colaboração. Rumo ao mais alto nível de responsabilidade, colaboração e efetividade na entrega de valor. Isso é ser um verdadeiro agilista.

E claro, se você quer aprender na prática cada uma dessas habilidades, não deixe de se inscrever em nossa turma de PAL-E. Garanta agora mesmo a sua vaga e não perca a oportunidade de alavancar sua carreira agilista!

Assumir novos papéis nem sempre é uma tarefa fácil, ainda mais quando chegamos em um ambiente desconhecido e que não estamos habituados. Por isso, trouxemos neste artigo cinco dicas essenciais que você, Product Owner, deve saber ao adentrar em um novo time.

Já falamos aqui sobre a função desse papel e também sobre a diferença dele para o Product Manager. Mas apenas para relembrar: o Product Owner é a pessoa responsável pelo refinamento do produto, ou seja, é alguém sempre atento às tendências de mercado e às necessidades do cliente. 

Sua função é muito relacionada ao Scrum e ao backlog de produtos, para que os desenvolvedores realizem seu trabalho e entreguem resultados de valor. Portanto, é essencial que esse papel seja bem executado, e para isso, é necessário atentar-se a certos pontos:

Mapeie seus Stakeholders

Os Stakeholders representam o conjunto de indivíduos a quem o seu produto ou projeto interessa de alguma forma, podendo ser externos ou internos à organização. Nesse contexto, falamos principalmente sobre os colaboradores, clientes, e outras pessoas que irão ser responsáveis em apoiar e desenvolver esse produto.

Portanto, mapeá-los de forma ágil é essencial! Entenda a organização da empresa em que você está inserido e a hierarquia vigente, o que pode ser feito através de um organograma dos processos, onde você é capaz de visualizar as áreas conectadas e definir quem deve ser priorizado no momento de resolver impasses do seu produto em questão.]

Compreenda o mercado do seu produto

O mercado de cada produto possui um comportamento singular, por isso, é essencial compreender em qual deles o seu projeto está inserido. Busque compreender o modelo de negócio da sua empresa, e com isso, defina o mercado-alvo (aquele que busca atingir com o lançamento do produto) e o posicionamento que diferencia seu produto dos outros que já atuam no mercado.

Além disso, faça uma lista das fontes de receitas e despesas e estabeleça uma visão compatível ao seu objetivo.

Defina as metas a serem alcançadas com o produto

Para quem não sabe pra onde vai, qualquer caminho serve. Logo,dê preferência às metas objetivas, quantitativas e com prazo. Caso a empresa já possua alguma estrutura (OKR por exemplo), faça uso das metas ou objetivos estratégicos já existentes. 

É crucial que exista esse parâmetro, pois você irá utilizá-lo como medidor de sucesso e progresso.

Crie um bom Product Backlog

Baseado nas metas estabelecidas pelo tópico anterior, inicie a criação do Product Backlog com itens mais genéricos, em alto nível (podem ser épicos). Ordene os itens de forma a constituir uma versão inicial de Roadmap de Produto e se for adequado, pode ser feito um plano de lançamento das versão inicial do produto (Release Plan). 

Na sequência, inicie o refinamento dos itens mais prioritários do Product Backlog (que estão no topo da lista), quebrando-os em itens menores e detalhando suas funcionalidades e características do escopo desejado.

Tenha um bom relacionamento com o time

O Product Owner também deve investir seu tempo em estabelecer um relacionamento com sua equipe. É fundamental que, uma vez que os desenvolvedores irão construir o produto, a dinâmica de comunicação, negociação, troca de opiniões e feedback seja muito fluida. 

O Product Owner também é um membro do time e não pode se ausentar ou ser visto como inimigo da equipe. Uma atenção especial pode ser dada a BA, Designer, QA e o Scrum Master, pois terão uma proximidade maior do POs nas atividades do dia-a-dia.

Invista em treinamentos que irão alavancar sua atuação

A nossa última dica (mas não menos importante) para você que é um Product Owner recém chegado em um time, é investir em treinamentos e cursos que irão te auxiliar a assumir esse papel com êxito e, ainda, ter uma certificação internacional!

Estamos com vagas abertas para nosso treinamento Professional Scrum Product Owner, que irá acontecer de forma online e ao vivo. Ele é voltado para todos aqueles que buscam como trabalhar melhor com os Stakeholders, como gerenciar um backlog de sucesso e entre outras funções essenciais do PO.

Aproveite essa oportunidade e garanta sua participação! 

Processos seletivos não costumam ser fáceis para nenhuma das partes! Por isso, baseado em experiências vivenciadas na carreira de diversos Agilistas, gestores e profissionais da área de Pessoas, trouxemos cinco dicas essenciais para uma entrevista ao cargo de especialista em Agilidade, seja você o candidato ou o entrevistador.

1 – Pergunte sobre a experiência profissional do Agilista

Esta, é a famosa questão do “Me conte mais sobre sua experiência profissional…”. Mas, como estamos falando em Agilidade, é possível variar essa questão para: “Me descreva o seu dia a dia de trabalho, como agilista.” Com isso, busca-se coletar informações sobre as experiências práticas daquele profissional e, partir dessa resposta, elaborar as perguntas seguintes e até um bate-papo de entrevistador e entrevistado, para que o processo não se torne um jogo de perguntas e respostas unilateral.

Trabalhando em cima das respostas, é possível compreender detalhes sobre a forma que aquele candidato executa seu trabalho, a maneira de lidar com a equipe e as demandas que o recaem. Então, você como entrevistado, deve descrever precisamente a sua atuação nas empresas que colaborou e, como entrevistador, atente-se aos detalhes dessa resposta.

Algumas variações dessa pergunta também podem ser: “Me descreva o dia a dia de um Scrum Master” e, com isso, busca-se captar as mesmas informações que falamos aqui.

2 – Questione a profundidade dos conhecimentos de Agilidade

Neste tópico, é comum pedir algo como “Me descreva o Framework Scrum” (ou então, outro modelo de trabalho, sistema ou estratégia), e espera-se que o candidato descreva com detalhes cada um dos eventos, artefatos e papéis do Scrum e/ou detalhes da execução de outras práticas.

Vale lembrar que, para dinâmicas online, essa questão deve ser feita com bastante atenção. No momento anterior à entrevista, peça com educação para que o candidato não consulte materiais ou sites com as informações. Afinal, busca-se a precisão dos detalhes baseados na experiência e não algo decorado visto de algum site. Além disso, não é difícil notar se o profissional está olhando para outra tela! 

Dessa forma, você consegue compreender melhor o grau de conhecimento que aquela pessoa possui, se ela sabe apontar as diferenças entre os frameworks, se ela cita as métricas, os limites de WIP ou elementos de sistemas puxados, por exemplo. E, claro, não se esqueça de perguntar sobre os principais fundamentos ágeis.

3 – Aprofunde através das experiências em times ágeis

Seguindo a entrevista, busca-se um aprofundamento maior acerca das experiências que a pessoa entrevistada teve, e isso será feito a partir das respostas das perguntas anteriores. É comum questionar sobre termos da agilidade, seus conceitos e a diferença entre esse e outros modelos de trabalho (como o Waterfall).

Perguntas do tipo: “Quais são as métricas essenciais para um time ágil?” podem ser feitas para buscar da pessoa agilista uma profundidade sobre esse tema, se ela irá caminhar para uma linha focada em métricas de fluxo, operacionais, de processo, ou então para métricas de Produto, por exemplo.

Este será um momento muito mais técnico, pois o entrevistador quer entender, de forma precisa… E o leque de opções que esse candidato traz e o nível de experiência que essa pessoa possui serão grandes diferenciais.

4 – Entenda a capacidade sobre o ágil em escala

É importante, durante a entrevista, conhecer também a experiência do candidato com agilidade em escala, ou seja, o que ele já aplicou com isso ou o quanto entende sobre. Dessa forma, o entrevistador quer capturar qual a linha de segmentação que ela mais utiliza, se é a implementação de frameworks, as soluções diagnósticas, gestão de dependência ou desacoplamento de equipes.

E claro, como em todas as outras questões, nota-se na resposta o grau de conhecimento acerca desses princípios, como comunicação e gestão de demandas. Neste momento, não adianta ficar usando termos difíceis.

Uma outra variação de pergunta, que também serve para conhecer a forma de trabalhar, é: “Quantos times você, como Agilista, é capaz de servir ao mesmo tempo?”, e dependendo da resposta, o entrevistador é capaz de captar a responsabilidade do candidato. Afinal, ao responder algo acima de 3 times, por ser algo extremamente desafiador, é normal que se desconfie da qualidade daquele trabalho e do que a pessoa considera um serviço de valor.

5 – Definir o sucesso de um Scrum Master

Por fim, a quinta pergunta que sugerimos é sobre a definição de um Scrum Master de sucesso, onde busca-se entender a visão que esse candidato tem sobre o valor do agilista e o nível de responsabilidade do cargo, ou se, para ele, esse papel representa apenas alguém que agenda reuniões e presta serviços de apoio. 

Com a resposta obtida, busca-se compreender o caminho para onde esse agilista busca seguir quando estiver representando essa função, seu direcionamento de tarefas e ações. 

Você também pode assistir esse conteúdo em nosso canal no Youtube! Clique aqui e confira.

DICA BÔNUS

Sabemos que o processo seletivo vai muito além dessas cinco questões que trouxemos, pois como falamos no começo, a ideia não é que seja um jogo de perguntas e respostas. Mas não poderíamos deixar de trazer uma última dica, que é a questão sobre as fontes de conhecimento sobre agilidade. 

Assim, você entende suas referências, materiais de estudos, livros e outros canais que podem ser utilizados por este candidato para alavancar sua carreira ágil. E, você, candidato, consegue mostrar sua referência para estudos e aprimoramentos.

Por fim, se você está participando de algum processo, não tenha medo da entrevista e mostre a sua vontade e capacidade de representar aquele cargo. E, caso você seja o Agilista entrevistador, use essas dicas para encontrar o melhor profissional para a vaga oferecida.

E não deixe de valorizar certificações e conteúdos realmente práticos para ajudar em sua jornada profissional! Confira mais detalhes sobre o treinamento Professional Scrum Master – um dos mais desejados por especialistas no mercado atualmente.

Como ficam as carreiras para o ano de 2023 nesse setor? Confira uma reflexão do nosso trainer e fundador, Rodrigo Pinto

Se você utilizou a internet recentemente ou leu as notícias, sabe que diversas empresas (sejam elas grandes ou pequenas) passaram por “layoffs” e demissões em massa, reduzindo drasticamente o seu quadro de Agilistas ou até mesmo extinguindo os capítulos de agilidade como um todo. Mas será que isso é o fim do mercado de Agilidade?

O papel da economia, os modismos e a crise da área de Tecnologia

Toda essa temática da demissão em foco se iniciou no final de 2022 e têm se intensificado com o passar dos meses. Atualmente, algumas empresas contam com um número baixo de Agile Masters ou Coaches dentro do seu quadro de colaboradores, e é preciso refletir acerca da razão desse crescente movimento para se tornar resiliente e não deixar que te afete.

Primeiramente, é necessário compreender que estamos dentro de uma das fases do ciclo macroeconômico, esse sistema já é recorrente na economia mundial há anos e é caracterizado pelos períodos de expansão da economia e retração. 

Devido a pandemia causada pelo coronavírus e suas consequências, o mercado sofreu um grande impacto e se tornou fragilizado, causando uma alta inflação não só no Brasil, mas em diversos países, uma vez que vivemos um momento de economia dinâmica e globalizada. Por isso, além da inflação, outros problemas aparecem, como: baixo consumo, crise energética, crise na cadeia de suprimentos e entre outros fatores que culminam o período de retração econômica.

É comum que, nesse período de fragilidade e incertezas, empresas de diversos setores realizem corte de gastos, consequentemente diminuindo seu quadro de funcionários, o que certamente pode incluir os agilistas.

Além disso, outro importante fator que o agilista deve se atentar, são os famosos “modismos”. É comum que quando novos modelos de agilidade surgem, as pessoas sigam a tendência, entretanto, nem sempre esses modelos se mostram funcionais a longo prazo.


Para exemplificar, podemos citar o caso das paletas mexicanas no Brasil! Há poucos anos esse produto teve um boom e era possível encontrar paleterias em todos lugares. Mas com o tempo, esse modismo passou, e atualmente não vemos mais esse produto com tanta frequência. Ou seja, toda tendência passa por um período de desequilíbrio mas volta à normalidade em determinado momento.

Isso é o que costuma acontecer com os modismos ágeis, uma vez que vivemos um período onde muitas pessoas se autointitulam “especialistas em Agile”, mas nunca sequer estudaram de verdade frameworks, sistemas e práticas ágeis e acabam propondo modelos que não trazem resultados. Então, em situações como esta, não é difícil que o gestor note que a entrega de valor não está ocorrendo de forma positiva e decida “acabar” com o capítulo de agilidade em sua empresa.

Portanto, seja por uma questão macroeconômica (algo que está fora do nosso controle) ou pelos temidos modismos, esses desligamentos acabam acontecendo.

Qual o papel da pessoa Agilista?

Nesse momento é essencial que você, Agilista, se torne resiliente! Ou seja, mostre-se preparado para ter responsabilidade pelas entregas, resultado e o valor que está sendo gerado pela sua equipe.

Em casos como este, não existe espaço para Agilista “abraçador de árvores”, ou seja, aquele que se preocupa apenas com a facilitação, mas não faz entregas eficientes. Estes, normalmente acabam sendo cortados durante a redução de custos da empresa ou então substituídos, uma vez que o gestor nota que esse profissional não faz diferença positiva nos resultados.

Diante dessa importância de ter entregas assertivas, existem 3 importantes pilares do empirismo para todo Agilista, que são: transparência, inspeção e adaptação.

Na Transparência, prioriza-se a clareza das tarefas que vêm acontecendo e as que virão a acontecer, além das métricas para produto ou processos. Ou seja, uma comunicação onde todos possam compreender, sem ruídos que possam causar má interpretação dos fatos, pois isso tudo influencia na tomada de decisão.

O segundo pilar é a Inspeção, que nada mais é do que a influência que o Agilista exerce sobre as entregas, seu comprometimento com a eficiência delas e com a objetividade das sprints.

Por fim, a Adaptação, que diz respeito a contribuição desse profissional para a melhoria contínua do produto e dos processos de trabalho, o quanto esse profissional leva o time a se adaptar aos diferentes cenários e ainda assim demonstrar um workflow eficiente.

Dessa forma, seguindo os três pilares apresentados, você consegue cumprir seu papel e ainda ser notado de maneira positiva pelo gestor da empresa, que irá dar preferência em manter a equipe de agilidade. Ou seja, o torna menos suscetível à cortes em momentos de crises como os que citamos.

Por fim, não poderíamos deixar de desejar nossa força e apoio à todos aqueles que estão vivenciando ou vivenciaram desligamentos de empresa. Transforme sua carga emocional negativa em resiliência e ainda mais vontade de progredir continuamente. Aqui na Agile inc, nossa área de consultoria, sempre temos vagas disponíveis. Fique de olho!

E nos acompanhe por aqui para continuar se capacitando como profissional e evoluindo em sua jornada profissional. 

Conheça nossos treinamentos

Para ver esse mesmo conteúdo em vídeo, clique aqui. 

A Sprint Retrospective (ou apenas Retrospectiva) é um evento promovido pelo Agilista que irá concluir o ciclo de um projeto no Scrum. Sobretudo, esse é o momento em que o time irá rever suas ações, avaliando a última Sprint e se preparar para a próxima.

É importante seguir algumas regras para fazê-las corretamente, como alinhar o tempo que durou a Sprint com a timebox disponível para a retrospectiva, e além disso, faz-se necessário a presença de todos que compõem o Time Scrum.

Nela também são abordados a relação entre três importantes itens de uma equipe ágil: A princípio, são as pessoas, processos e ferramentas (que fazem parte dos 4 P’s da agilidade) e para isso, esse evento é dividido em fases.

Porém, muitos agilistas ainda encontram dificuldades em tornar sua retrospectiva um evento agradável e útil para todos, por isso, separamos aqui uma série de materiais (como livros, sites, dinâmicas e ferramentas) que irão melhorar 100% o aproveitamento do seu evento.

Livros sobre retrospectiva da sprint

Agile Retrospective: Making Good Teams Great, Esther Derby e Diana Larsen

Nesse livro, as autoras Derby e Larsen irão revisitar a importância de uma boa retrospectiva para que o time ágil possa estar sempre apontando os pontos de melhoria das sprints, buscando cada vez mais eficiência e resultados positivos.

Através de ferramentas e dicas, o livro ensina como realizar o evento de forma interativa e projetá-las especificamente para o perfil da sua equipe, dessa forma, podendo lidar melhor com problemas e desenvolvendo soluções ágeis.

Improving Agile Retrospectives: Helping Teams Become More Efficient, Marc Loeffler

Em “Improving Agile Retrospectives”,  o agile coach Marc Loeffler irá combinar orientação prática e comprovada assim como abordagens inovadoras para maximizar o valor das retrospectivas para o seu time e toda a organização. 

Seus exemplos extremamente detalhados irão ajudar a notar armadilhas comuns das práticas de retrospectiva e adaptar este evento às suas necessidades, de forma a alcançar bons resultados. Além disso, ele mostra como aprender com os fracassos e sucessos, e integra conceitos inovadores nessa prática ágil (como pensamento sistêmico e experimentação).

Fun Retrospectives: Atividades e ideias para tornar suas retrospectivas ágeis mais envolventes, Paulo Caroli e Tainã Caetano Coimbra

Este é um livro nacional, e que possui ótimas avaliações dos agilistas que o utilizaram! Seu objetivo é trazer dinâmicas e atividades que irão unir ainda mais o time, deixando-os à vontade durante a realização da retrospectiva.

Project Retrospectives: A Handbook for Team Reviews, Norman L. Kerth

Norman L. Kerth, consultor de agilidade, apresenta em seu livro como tornar a sua retrospectiva bem sucedida e segura, e para isso, mostra maneiras de facilitar o evento através da confiança entre os membros da equipe.

Sua principal ferramenta é a “Kerth’s Prime Directive”, que indica a compreensão e aceitação de que o trabalho foi realizado da melhor maneira possível, independentemente das descobertas e dificuldades. Ademais, o autor oferece dicas para lidar com as questões emocionais e sensíveis que podem ocorrer dentro das retrospectivas.

Getting Value out of Agile Retrospectives: A Toolbox of Retrospective Exercises, Luis Gonçalves e Ben Linders

Dos livros indicados, esse é o mais curto, o que torna sua leitura rápida, mas contém valiosas informações e exercícios que podem ser utilizados para agilizar sua retrospectiva e os benefícios e razões de cada uma dessas dicas.

The Retrospective Handbook: A guide for agile teams, Mr Patrick Kua

Este material é essencial para quem realiza as retrospectivas regularmente. O autor, Mr Patrick Kua, reúne 8 anos de experiência profissional em agilidade para transmitir conselhos práticos sobre como tornar suas retrospectivas eficazes e que resultem em mudanças positivas.

Dinâmicas que irão melhorar sua retrospectiva

As dinâmicas são maneiras de facilitar a retrospectiva e unir o time de forma eficaz. Elas são divididas em três categorias, que são: Team Building, focada em trazer uma reflexão acerca da importância do trabalho em conjunto; Retrospective, que foca na reflexão sobre ações passadas e por fim, a Futurespective, que traz alinhamento sobre atividades que serão realizadas futuramente.

Existem diversas formas de realizar esse evento sem torná-lo maçante, como através de jogos, cafés da manhã, círculo de apresentação e entre outros. Tudo isso é focado em trazer mais união ao time e melhorar os resultados e entrega de valor.

Por isso, separamos alguns conteúdos úteis com atividades para as dinâmicas (algumas, até retiradas do “Fun Retrospectives”, que já citamos nesse texto). Confira a seguir:

Ferramentas e sites que irão te ajudar na Retrospectiva

E aí, curtiu as dicas?

Se você ainda quer evoluir sua atuação como Scrum Master, melhorar a retrospectiva e auxiliar seu time de forma ágil, não esqueça de conferir nossas datas para o treinamento de PSM II e garantir sua participação neste curso com certificação internacional!

De acordo com o Manifesto Ágil, escrito em 2001 pelos líderes desse movimento, a agilidade está sempre buscando maneiras melhores e diferenciadas de desenvolver softwares e ajudando os outros a realizar o mesmo. A partir disso surge o norteamento para os valores e princípios que complementam a agilidade, são eles: Geração de valor, flexibilidade, frequência, união, motivação, comunicação, funcionalidade, sustentabilidade, revisão, simplicidade, organização e autoavaliação.

Portanto, o agilista, é a pessoa quem irá exercer esses papéis na caminhada ágil, gerando valor à equipe e permitindo que os princípios ágeis sejam realmente executados. Mas, diferentemente do que algumas pessoas acreditam, esse papel não surgiu junto ao Manifesto Ágil, afinal, ele apenas estabelecia a forma e mentalidade ágil de se trabalhar, os verdadeiros responsáveis pelo uso da classificação foram a própria comunidade ágil.

Mas então, basta entender os princípios da agilidade que me torno um Agilista?

Não! Sem dúvidas, ser proficiente nos temas e valores do Manifesto Ágil, é essencial, entretanto, o agilista também exerce a função de coach e mentor do seu grupo. É ele quem irá apoiar a equipe a compreender esses princípios e aplicá-los propriamente em seu dia a dia, gerando o que chamamos de “guarda chuva da agilidade”.

Para deixar ainda mais claro o papel do agilista, é possível correlacionar suas tarefas com os 4 P’s da Agilidade, tema que já falamos em outro artigo por aqui.

Relacionando os 4 P’s com o papel do Agilista

PROCESSOS

Um desses P’s é o de Processos, que está relacionado a maneira como o time trabalha em conjunto, a interação dele com outras equipes e a garantia do fluxo de trabalho. Portanto, o agilista fica responsável por garantir que as entregas sejam efetivas e simplificadas, podendo ser de ciclos curtos, já que a simplicidade também está presente na metodologia ágil.

Escolher o melhor framework para os projetos, abraçar as mudanças e permitir as trocas produtivas dentro da organização são algumas das tarefas que o agilista irá mentorear para seu time, dentro de processos, com o intuito de promover um ambiente dinâmico e colaborativo.

PRODUTO

O segundo P que pode ser conectado a esse papel, é o de Produto, afinal, o primeiro princípio ágil diz sobre a entrega de valor, e quem irá garantir a geração de um produto final de alto valor, é o Agilista. Para isso, deve-se colocar o cliente no centro das questões, e entender suas necessidades e características buscando satisfazê-lo propriamente.

Uma maneira de realizar tal tarefa é através das práticas de design, que serão executadas junto ao Product Owner, outro importante papel dentro da Metodologia Ágil, que será apoiado pelo Agilista durante todo o briefing deste projeto e um backlog com priorização das tarefas que irão apoiar esse produto na busca pela entrega de qualidade.

PESSOAS

O terceiro item, talvez considerado um dos mais importantes, é o P de Pessoas, afinal, são elas que fazem tudo acontecer dentro da organização que busca uma transformação ágil. Nesse quesito, o Agilista é quem irá promover um olhar mais humanizado dentro do time, e buscar desenvolver boas relações interpessoais com esse grupo, já que o Manifesto Ágil traz uma valorização disso, mais do que em processos e ferramentas.

Além desse valor, outros que devem ser trabalhados são o promover uma motivação aos colaboradores, criar um trabalho dinâmico e com um ambiente sustentável. Todas essas ações estão relacionadas ao mindset da agilidade, que é o de olhar para o próximo. 

Portanto, a maneira como o Agilista irá garantir que isso aconteça é através de suas mentorias para equipe e colaboradores, buscando com que cada um desenvolva melhor o seu potencial e criando uma Team Building com uma dinâmica de transparência, retrospectiva e feedbacks seguros e principalmente boa comunicação via conversas Face a Face.

PRÁTICAS DE ENGENHARIA

Temos as Práticas de Engenharia como o quarto P, afinal, é dentro da engenharia de software que surgem os primórdios do Manifesto Ágil. Esse item diz respeito às linhas de Preview, padronização de códigos e os Frameworks, logo, um agilista com bom conhecimento técnico desse conteúdo consegue promover uma compreensão melhor dos aspectos ágeis dentro time e gerar melhor produtividade e resultados nos processos.

Por fim…

Se você é agilista, esses quatro pilares são essenciais para a melhora de seu desempenho nesse papel que exige uma grande responsabilidade na jornada de transformação ágil dentro do time.

Então, se você quer aprimorar seus conhecimentos ágeis e se tornar especialista no Framework Scrum, ferramenta que irá te trazer mais produtividade, inscreva-se agora mesmo para a nossa turma de PSM e garanta sua vaga!

Entregas de valor e organização são coisas que todo Product Owner deve se atentar, ao dividir a execução de tarefas no seu time, por isso, é extremamente importante elaborar uma boa Planning, o primeiro evento da Sprint do Framework Scrum.

A partir dela, serão definidos os objetivos do time, o planejamento do que será realizado, e as ações necessárias para tal, buscando gerar resultados positivos para a organização e equipe, através dos itens que serão executados.

Como todos os eventos do Scrum, na Planning também há input (entrada de informações), o processamento (onde acontecem as decisões) e o output (o que sairá do plano de execução). Por isso, é importante que o time esteja de acordo com a sua capacidade de realização de tarefas, e possíveis impedimentos como: ausência de colaborador, férias, entrada de novos membros…Afinal, tudo isso pode impactar na busca pelo objetivo dessa equipe. Dito isso, vamos às estratégias para que sua Planning ocorra com êxito!

1 – Dedicar 25% da Planning para a resolução de débitos técnicos

Os débitos técnicos costumam ocorrer quando os prazos são priorizados acima da qualidade de um produto ou serviço, causando consequências negativas para a equipe, que em breve, terão que ser resolvidas.

Logo, o frequente acúmulo desses débitos e situações não-resolvidas, acaba virando uma “bomba” para o time, por isso, é de extrema importância ter um tempo separado para priorizá-los de forma a não deixar a Planning exaustiva.

2 – Ter objetivo bem definido

O objetivo é o que move a execução de tarefas, portanto ele deve estar claro para todos que pertencem àquele time. Pergunte-se onde você quer chegar ao final da Sprint, e assim, é possível priorizar as entregas que estarão alinhadas a isso.

3 – Não postergar itens para a próxima Sprint

Uma vez que seu objetivo está 100% definido, é possível estabelecer as normas e políticas para que os itens sejam considerados finalizados, e a relevância dos mesmos.

Tenha cuidado com o tempo de execução de cada um deles, e procure não levar coisas de uma sprint para outra, o que pode gerar os débitos técnicos que citamos anteriormente.

4 – Não sobrecarregar ao time

É crucial entender o quanto de tarefas a equipe é capaz de executar no tempo estabelecido para a Sprint, entretanto, alguns PO’s e Stakeholders possuem o costume de colocar coisas que estão além da capacidade do time.

Afinal, uma vez que, ao final da Sprint, aqueles itens não são resolvidos, a moral de toda equipe é abalada e tanto o PO quanto os colaboradores, têm sua motivação afetada negativamente por isso.

5 – Defina o tempo exato para a Sprint

De acordo com as boas práticas da Agilidade, as Sprints costumam ter uma duração de até quatro semanas, mas é necessário que, uma vez que esse período seja definido ele seja mantido para que o time tenha uma cadência com o restante da organização.

Afinal, durante a review, os stakeholders serão convidados e eles precisam saber se as entregas ocorrerão daqui duas, três ou quatro semanas. Não manter uma cadência pode afastá-los e gerar resultados negativos.

6 – Manter a motivação do time e não trabalhar além da capacidade

Como já falamos anteriormente, um dos tópicos mais importantes para manter uma boa sprint planning, é não sobrecarregar o time, mas também, não trabalhar no seu limite. É essencial deixar espaços de folga na planning, para cuidar de imprevistos sem comprometer o BackLog que foi estimado para resolução.

Além disso, se algum membro estiver com dificuldades, outro colaborador pode auxiliá-lo sem atrapalhar a entrega do time. 

Tudo isso, implica diretamente na motivação da equipe, que o aspecto principal para que a Planning ocorra de forma positiva, então, atente-se ao quanto seus colaboradores estão satisfeitos com as entregas, com os resultados e com as execuções das tarefas, pois um time motivado é o que faz a diferença.

Para concluir…

Agora que você sabe como realizar uma Planning com bom direcionamento está hora de colocar em prática. Comece conversando com sua equipe e entenda como a demanda de cada um funciona. Com isso, vocês, como time, conseguem chegar a conclusão de qual o melhor tempo de sprint para que os resultados sejam alcançados com boa qualidade. 


Na Agile School temos o treinamento Professional Scrum Master onde especialistas do mercado ajudam os alunos a colocarem em prática o que comentamos durante o texto. Acesse aqui e garanta sua vaga.

Um dos temas mais pedidos em nossos canais digitais, são dicas para se tornar Scrum Master e/ou Product Owner sem ter experiência prévia. Por isso, neste conteúdo, vamos te trazer dicas reais e aplicáveis para você começar na carreira de especialista em Produto através do Scrum.

Agora, se você quer ser Scrum Master, esse artigo aqui é ideal para te ajudar nessa jornada

Bom, voltando para o papel de Product Owner, a primeira oportunidade é o momento no qual a experiência como Product Owner começará a ser lapidada, e para que isto aconteça, o candidato deve trazer algumas questões para que o possível empregador tenha segurança ao dar esta primeira chance. Isso porque, a função de Product Owner é de uma responsabilidade enorme para o time e organização em que ele estará trabalhando.

Então, quais são essas questões para se ter cuidado para que o empregador se sinta confiante ao contratar um Product Owner sem ter experiência? Vamos entender isso a seguir!

Passos antes de se tornar um Product Owner

Para assumir o papel de Product Owner, uma das maneiras mais adequadas é subir posições dentro de um time e/ou empresa. Seja você uma pessoa desenvolvedora, Scrum Master, analista de negócios, entre outros papéis que possuem mais relação com a pessoa de Produto. Isso é importante para, aos poucos, você aprender e desenvolver as soft skills necessárias para o papel, demonstrar interesse, ir somando sua experiência e estar próximo, de forma que, se tornar um Product Owner, seja quase uma consequência natural.

Isso porque estando dentro do time ágil, a organização já te conhece como profissional, sabe como você trabalha e, por consequência, se sinta mais confiante em te dar uma oportunidade para mudar de carreira ali mesmo, levando em consideração que você entende bastante do negócio e isso é uma das principais habilidades do PO.

Mas, o que fazer caso a empresa em que você está trabalhando não tenha perspectiva de ter um time ágil ou desenvolver a transformação ágil? Neste caso, é importante analisar as empresas ou áreas para as quais pretende atuar como PO. Por exemplo, se você já atua como um analista financeiro, esta experiência tem grande valor para o contratante de um Product Owner neste segmento, mesmo que não tenha atuado ainda como um Product Owner de fato.

Isso porque, seu papel como analista financeiro garante um conhecimento valioso sobre essa área, de forma técnica e, na hora de um processo seletivo, isso vai te ajudar! Entretanto, se além desta competência mais específica, você tiver algum curso ou certificado respeitado no mercado, isso é um ponto muito relevante num processo seletivo.

Um Product Owner capacitado para a atual onda de Agilidade e Produtos Digitais que vivemos, deve levar em consideração questões como “User Experience”, por exemplo. Afinal é papel do PO ser responsável pelo Produto, incluindo técnicas como Design Thinking, que fazem parte do hall de conhecimento de um bom Product Owner.

Por ser um papel tão multifacetado, vale ressaltar que nem sempre todas estas habilidades deverão ser utilizadas. Porém, mostrar que você está preparado para quando for necessário, dará muito mais tranquilidade para o empregador e, para dominar estas habilidades, não é necessário estar já atuando como um Product Owner.

Além de questões relacionadas ao papel do Product Owner, é também importante que o profissional domine outras habilidades que serão importantes para a execução deste papel, como: liderança, comunicação, tratamento em equipe, resiliência… E, tudo isso deve ser mostrado em um processo seletivo para conquistar esse papel..

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Conclusão

Para que você possa demonstrar que está apto para exercer o papel de Product Owner, tudo isto que foi demonstrado aqui é importante que seja trabalhado, pois será valorizado pela empresa empregadora – para que esta tenha maior confiança na hora de dar a oportunidade ao profissional.

Além disso, certificações como a PSPO I (da Scrum.org) também tem um peso positivo no currículo – sendo esta uma das mais desejadas pelo mercado. Saiba mais agora sobre esta certificação através do treinamento Professional Scrum Product Owner, clicando aqui.

Entenda a importância desse papel e como ele gera valor para as empresas

Com o surgimento de tantas novas empresas que buscam utilizar a metodologia ágil em sua organização para serem mais ágeis e digitais, o papel do Scrum Master vem se tornando cada vez mais essencial. Uma breve pesquisa no Google já mostra que a média salarial para um Scrum Master é de 8 mil reais e existem cerca de 700 vagas para o cargo, ou seja, é um papel em ascensão e a demanda por ele só aumenta.

Entretanto, será que todo time e toda empresa precisa de um Scrum Master? Para encontrar essa resposta, primeiro é preciso entender a definição do papel. Dentro do framework, é responsabilidade do especialista em Scrum garantir que o time se oriente pelos valores e práticas do Scrum, conduzir a execução dos eventos (Sprint Planning, Daily Scrum, Sprint Review e Sprint Retrospective) e remover os impedimentos da equipe, que estará focada nas entregas de valor ao final da Sprint.

Ao longo de sua atuação, também faz parte do papel de Scrum Master: ser um líder servidor, coach, facilitador, professor, mentor, gestor e agente de mudança. Além disso, o Scrum Master é quem fica responsável por desenvolver o melhor caminho para o alcance das metas e propósitos da empresa e quem trabalha com diversos outros papeis da empresa, como o Product Owner, o Time e a Organização em si – sendo que para cada uma dessas funções ele irá atender as necessidades de forma específica.

Para ser um Scrum Master, é necessário possuir algumas competências e características que são exigidas pela função que irá desempenhar, entre elas, o domínio do framework Scrum (e mais algumas práticas ágeis) para poder ensinar para alguém sobre o tema, afinal, ele precisará explicar o por quê de cada regra e tarefas serem executadas. Por fim, é necessário ser uma pessoa paciente, questionadora e colaborativa.

Leia mais: 8 instâncias do Scrum Master

A importância do Scrum Master para o time

Nem todos os processos serão fáceis de serem resolvidos imediatamente, por mais que o time seja muito maduro e auto organizado. Portanto, se sua equipe atua em iniciativas muito estratégicas ou que estejam focadas em inovação ou grandes transformações, o papel de Scrum Master se torna extremamente necessário. Por exemplo:

Além disso, faz parte dessa função não apenas dar suporte para o time e para organização, mas também para o papel de Product Owner. Na prática Scrum Master suporta o Product Owner quando ajuda nas técnicas de gestão e priorização do backlog, de maneira que os itens a serem trabalhados estejam claros para todos, por exemplo.

Através de seus questionamentos como “Quais são as dores e necessidades do cliente?”, ele é peça-chave para ajudar a trilhar o melhor caminho para a gestão da mudança (já que o cliente é um grande medidor de sucesso da empresa) e garantir que a organização esteja alinhada com a cultura ágil, buscando sempre melhorar a produtividade do time e implementar planejamentos contínuos.

Sendo assim, podemos concluir que nem todos os times precisam ter um Scrum Master, mas todos podem ter se quiserem se organizar de uma maneira mais ágil, desenvolvendo projetos e produtos de forma mais empírica.

E o mesmo se aplica para as empresas como um todo. Nem todas precisam de um Scrum Master, mas todas que querem ter uma mentalidade e uma cultura mais digital, PODEM E DEVEM ter esse especialista para ajudar a organização nessa transformação.

E, afinal… Como medir o sucesso de um Scrum Master?

Além de possuir as competências necessárias que já citamos, se você quer ser um Scrum Master de sucesso, ou quer saber como medir o sucesso do papel de Scrum Master do seu time, é preciso atentar-se a esses três pontos:

O primeiro deles diz respeito ao valor das entregas pelo Time Scrum, se elas têm sido recorrentes e positivas para a empresa. Ao analisar essas entregas, avalie a qualidade, se os prazos foram cumpridos, se houve impedimentos e qual o diferencial que trouxe. Se todos esses resultados forem positivos, é possível dizer que o Scrum Master têm cumprido seu papel de melhoria nos processos da organização.

Em seguida, avalie como está sendo o engajamento e a satisfação de todos os envolvidos no time… Será que esses colaboradores estão se sentindo motivados com o trabalho? Afinal, não adianta ter entregas de valor, se dentro do time a relação entre os colaboradores não está positiva, afinal, o Scrum Master também atua como o Coach do time e deve dar suporte a ele.

Por fim, não esqueça de verificar o crescimento profissional do time, pois é função do SM garantir que os colaboradores tenham melhoras em sua carreira e estejam desenvolvendo suas habilidades pessoais e profissionais.

Se todos esses fatores citados acima tiverem boa avaliação, é possível afirmar que o Scrum Master está tendo sucesso em sua atuação! E é capaz de contribuir positivamente para a empresa alcançar suas metas.

Dica extra

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Quando trabalhamos com o Kanban, em resumo, queremos gerenciar os nossos projetos de forma que estes possam ficar claros para todos aqueles que são importantes dentro da iniciativa, membros do time, clientes ou afins. E, para que isto possa acontecer, quando usamos o Kanban, fazemos o uso dos sistema visual e puxado.

Como é a gestão visual na prática

Antes de falar sobre o sistema visual e puxado, é importante entender o que podemos visualizar através do Kanban:

ASSISTA: Como TURBINAR os eventos do Scrum usando MÉTRICAS do Kanban
Regras (Políticas explícitas): Para que todos possam saber quais são os processos, ter políticas específicas para cada item de trabalho é ideal que essas regras estejam bem mapeadas e explicadas.

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Sistema puxado e sistema empurrado

Bom, quanto ao sistema puxado e empurrado, há muitas divergências e desinformação. Por exemplo, existe a crença de que enquanto que o Kanban promove o sistema puxado, o Scrum promove o sistema empurrado. O que define se o seu time trabalha com um sistema puxado ou empurrado não é a ferramenta que você utiliza, mas a forma como você a utiliza.

Ou seja, você pode usar tanto o Kanban de forma empurrada, assim como o Scrum. Ainda  antes do nascimento do Kanban, Taiichi Ohno, considerado o “pai” do método, observou nos mercados que quando um item saía da prateleira, ele era reposto por outro item, para que a prateleira não ficasse vazia, este fluxo é basicamente o sistema puxado: um item quando se move do seu estado para o próximo, puxa o item do estado anterior, de forma que se movam pelo fluxo de trabalho, pelo workflow.

O sistema puxado funciona de uma maneira mais natural, com um item puxando o outro através do fluxo de trabalho.

Já o sistema empurrado é basicamente o contrário: o item em uma coluna anterior empurra aquele que está na frente, é como se em um mercado, o estoque fosse ficando lotado de mercadorias antes destas saírem da prateleira.

Ou seja, os itens desta etapa anterior (estoque) estão tentando empurrar os itens da etapa posterior (prateleira), de forma que vão se acumulando em uma única etapa e, com isto, o limite de itens por etapa não é respeitado.

E, da mesma forma que para um mercado um estoque parado se acumulando é algo negativo, para o time que usa Kanban este estoque intermediário é perda de performance, é um maior tempo de espera para entregar os itens para o cliente. Por isso, muitos agilistas acreditam que o sistema empurrado atrapalha o fluxo de trabalho.

Conclusão

Como vimos, quando utilizado da maneira mais adequada, o Kanban promove de forma natural a gestão do fluxo de forma visual, no qual as etapas vão puxando as demandas, de forma que o workflow de fato flua, respeitando os limites de cada etapa.

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Se você está começando a trabalhar com Kanban agora, é muito importante explorar e dominar os elementos indispensáveis para um quadro Kanban. É importante testá-los e compreendê-los, assim entendendo quais deles fazem mais sentido e em quais situações são essenciais a sua implementação e quais não fazem sentido para o seu contexto de trabalho.

Por isso, separamos os oito elementos indispensáveis para um quadro Kanban gerar realmente valor para todo o time, para as entregas e para a organização. Confira:

1. Itens de trabalho

Antes de abordar o quadro Kanban em si ou as etapas do fluxo, é importante falar sobre os itens de trabalho, isto é, quais itens serão trabalhados dentro do fluxo e o que são estes itens. De maneira resumida, os itens de trabalho são as unidades de valor dentro do fluxo de trabalho, mas o que elas são de fato vai variar de acordo com cada time. Existem equipes que determinam o item de trabalho como “construir tela X” e outro item sendo “testar a tela X”.

Porém, esta não é a forma mais adequada de se definir o item de trabalho. Isso se deve ao fato de que a equipe tem que pensar no que é solicitado e não exatamente em quais serão as ações para que aquela solicitação aconteça. Por exemplo, quando você vai a um restaurante, você pede um prato e não os processos que levam para que o prato seja feito, certo?!

Para uma melhor compreensão, o item de trabalho é aquilo que é solicitado à equipe e aquilo que é entregue pela equipe, isto é o item de trabalho no Kanban. Dentro deste raciocínio, podem haver vários tipos de itens, como itens de melhorias, itens de correção e outros, isto deve ser compreendido antes mesmo de começar a montar o quadro.

Assista mais sobre esse assunto neste vídeo aqui.

2. Pontos de entrada e saída

Falando no fluxo de trabalho, existe o momento em que uma demanda entra no fluxo de trabalho e passa a ser processado pela equipe, este momento é o Ponto de Entrada. E existe também o momento em que este item de trabalho sai do fluxo, ou seja, quando ele termina de ser executado pelo time… Este momento é o Ponto de Saída.

É preciso que o time possa determinar quais são essas situações, pois isto representa um conceito chave do Kanban: o Trabalho em Progresso ou o Work In Progress – o famoso WIP, como é conhecido em inglês. Ou seja, esses são itens que estão em progresso, que passaram pelo ponto de entrada, porém ainda não passaram pelo ponto de saída e estão no campo de trabalho que está acontecendo.

3. Etapas do Fluxo de Trabalho

Quando um item de trabalho entra no escopo do time e começa a ser trabalhado, ele irá passar por alguns processos que vão variar de acordo com a equipe e suas demandas. Portanto, quando este item passa pelo ponto de entrada, o time deve especificar com o maior detalhamento possível as etapas pelas quais os itens irão passar, por exemplo: etapa de análise; etapa de teste; etapa de revisão; entre outras.

Isso fará com que o time mapeie e execute melhor o fluxo de trabalho. Se um item receber um status apenas de “em processo”, isto faz com que a leitura do quadro Kanban se torne um tanto simplória… Afinal, o que de fato significa este “em processo”? Por isso, determinar as etapas do fluxo de trabalho é uma parte indispensável de um quadro Kanban.

4. Políticas Explícitas

Seguindo este raciocínio citado acima, se os itens de trabalho devem ser separados por etapas, então como definir quando um item irá passar de uma etapa para a outra? É agora que entram as Políticas Explícitas.

São elas que definem quais as regras para que um item se mova de uma etapa para a outra dentro do quadro Kanban. Entretanto, não existe regra na hora de criar as Políticas Explícitas. Quais serão essas políticas ficará sempre a cargo do time, pois isso varia muito de acordo com cada contexto.

5. Limite WIP (Work In Progress)

Um dos principais elementos do Kanban – fundamental para que a ferramenta gere valor de fato, é o limite de WIP, ou seja, o limite do trabalho em progresso. Ou seja, o time deve ter uma capacidade máxima de quantos itens ele pode trabalhar simultaneamente, assim como cada membro desta equipe deve também ter o seu próprio limite de itens de trabalho em progresso.

Dessa forma, o time poderá estabilizar o fluxo e estabelecer uma dinâmica de sistema puxado. Lembrando que, geralmente, esse limite é estabelecido por colunas, assim cada etapa do item de trabalho terá uma quantidade máxima de itens simultâneos. E, vale ressaltar que, no Kanban, o limite de itens de trabalho em progresso também é algo que deve ser criado e alinhado pelo time, tornando-se também uma política explícita.

6. Raias horizontais

As raias horizontais são linhas traçadas ao longo do quadro Kanban e servem para estabelecer um contexto. Elas podem servir como um elemento visual, para que separe os itens de trabalho ao longo das etapas. Por exemplo, uma raia pode ser referente a um determinado projeto, enquanto que a raia debaixo se referir a um outro projeto, assim estabelecendo contextos diferentes. Dessa forma, o quadro se torna mais visualmente compreensível, além de poderem servir até para métricas e/ou políticas explícitas futuras do time.

7. Decoradores

São elementos visuais que comunicam algo, servindo quase como uma legenda dentro de um quadro Kanban. Um exemplo de decoradores são os “avatares” que denominam quem está cuidando daquele determinado item no quadro. Outro tipo de decorador comum também é um sinal de alerta sobre um item de trabalho, podendo representar que aquele item está com um “block”, um bug, etc. Eles também variam de time para time, conforme a necessidade ou aquilo que os membros julgarem necessário.

8. SLE – Service Level Expectation

Dos elementos citados aqui, este é talvez o mais complexo e, por vezes, o mais negligenciado pelas equipes que usam Kanban há pouco tempo. Como o nome já dá a entender, o Service Level Expectation (SLE) se refere à expectativa de prazo para realizar uma determinada entrega, desde o momento em que entra no fluxo, até sair do fluxo.

Ele é feito de maneira probabilística e dá o prazo junto com a porcentagem de probabilidade de que esta data será cumprida. Para se chegar neste dado, é necessário acessar as métricas do time. Através do Cycle Time histórico, o time realiza a entrega, analisa o tempo que foi necessário para que o item seja processado e então determina qual o SLE.

Com isto, o time chegará a várias informações úteis, como eficiência, expectativas de entrega para o cliente, mensuração do tamanho dos itens de trabalho, entre outras.

E agora, como melhorar?

Claro que, destes elementos, alguns podem ser mais fundamentais do que outros – dependendo do seu contexto. O limite de WIP, por exemplo, quando utilizado da maneira adequada num quadro Kanban, traz excelentes resultados para a equipe e para a empresa. 

Entretanto, se você ainda está na dúvida de como melhorar seu sistema Kanban para ter mais fluxo, mais produtividade e organização, estamos com as últimas vagas disponíveis para a turma de Professional Scrum with Kanban da Agile School, que será nos dias 09 e 10/07/2022, totalmente online e ao vivo.

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Com a disseminação das práticas ágeis pelo mundo, muitas mentiras ou meias verdades foram espalhadas por aí. Por isso, separamos alguns mitos mais comuns que ouvimos e vamos desvendar as principais falácias dentro da agilidade, principalmente do framework Scrum.

Todo o time Scrum deve estar no mesmo lugar

Muitas pessoas acreditam que, para realmente fazer o framework funcionar, é necessário que o time Scrum esteja presente 100% e isso, com certeza, é um mito. Existem times Scrum que trabalham 100% remotos, uns que fazem encontros semanais e outros que preferem o presencial.
 
Mas é importante entender que isso não interfere em nada nas demandas e na produção do time. O que irá fazer com o que tudo ocorra bem, serão as ferramentas, as metas e os objetivos de toda a equipe. 

Os times só podem ter de 3 à 9 pessoas

Sim, limitar o time até 9 pessoas é uma recomendação que está no Scrum Guide, pois experiências mostram que lidar com time com mais pessoas pode ser mais complicado. Porém, isso não impede que você tenha mais pessoas em seu time! 

É necessário fazer um lançamento em todo final de Sprint

Os lançamentos de produtos podem acontecer independentemente da Sprint. Muitas pessoas acreditam que é obrigatório que ao final da Sprint o time entregue algum incremento ou produto final para o cliente, porém isso não é uma regra. Você pode entregar um incremento ao final de cada sprint ou em uma única sprint fazer várias entregas de um mesmo produto.
 

Uso dos Story Points ou Planning Poker é obrigatório 

Os Story Points e o Planning Poker são ferramentas que podem fazer parte dos times, mas não são obrigatórios. Ou seja, são práticas complementares que podem te ajudar em diferentes pontos dentro do time, mas não significa que se você utilizá-las ou não, quer dizer que você está fazendo algo errado.

Uma pessoa não pode exercer mais de um papel dentro do time

No Scrum Guide, não tem nada declarado sobre uma pessoa desempenhar mais de um papel dentro do time. Pelo contrário, é muito comum você encontrar múltiplos papéis dentro do time, por exemplo, um Scrum Master também pode ser um Developer.
 

A equipe precisa ser full time sempre

Na verdade, esse mito se torna uma falha no entendimento do framework, já que os integrantes do time, podem trabalhar em outras equipes. Por exemplo, um Product Owner pode ser PO em outros times, assim como os Desenvolvedores e o Scrum Master. Mas é necessário ter cuidado quando utilizar essa dinâmica, pois terá sempre um ponto de falha entre os times. 

O Product Owner não deve estar presente na 2ª parte da Sprint Planning

Primeiro precisamos deixar claro que não existe mais essa diferenciação na Sprint Planning. Em antigas publicações do Scrum Guide ocorreu essa separação, mas atualmente isso não acontece mais. A primeira parte era onde o time discutia sobre as demandas que seriam realizadas na próxima Sprint e, na parte dois, somente o time de desenvolvimento fazia a quebra dessas demandas e etc.
 
Hoje em dia, entendemos que ainda possam existir dúvidas a serem tiradas com o Product Owner. Então, se o PO não participar dessa segunda parte, ele precisa estar disponível para caso o time queira solucionar algumas questões.

O refinamento do Product Backlog é um evento

O refinamento do Backlog acontece de maneira recorrente, ou seja, ele acontece sem as características formais das reuniões do Scrum. Por exemplo, ele pode ou não acontecer e ele não possui uma recorrência de limite de tempo como a Sprint. Seu processo pode acontecer ao longo da Sprint ou na Sprint Planning, conforme for necessário.
 

O Product Backlog é sinônimo para os requisitos do Produto 

Quando pensamos em requisitos, entendemos como uma lista detalhada ou todo o escopo que o Produto terá. Porém, o Product Backlog a visão deve ser um pouco diferente, já que ele vai sendo construído com o passar do tempo… Podemos até chamá-lo de “artefato vivo”, pois ele vai sendo reordenado, priorizado, alterado, demandas entram em saem e etc, durante o processo todo.
 

A História de Usuário é um item do Scrum 

Assim como as ferramentas complementares, a História de Usuário não foi criada junto com o framework, ela surgiu a alguns anos atrás e times Scrum passaram a utilizá-la como um meio para auxiliar no desenvolvimento de Produtos. Ou seja, ela não é especificamente um item!
 

Para finalizar

Ainda existem muitos outros mitos sobre o Scrum que são espalhados por aí, uns mais novos, outros mais antigos… Vamos até trazer uma parte dois em breve! Entretanto, é importante deixar claro que não existem regras que devem sempre ser cumpridas fielmente.
 
Como é falado no próprio Scrum Guide, o Scrum pode ser adaptado de acordo com as necessidades do time, a fim de funcionar melhor para cada realidade e proporcionar mais benefícios para as pessoas e para a organização.
 
Para você realmente entender sobre o framework e suas funcionalidades, aqui na Agile School temos o treinamento Applying Professional Scrum, uma imersão com conteúdo direto dos criadores do Scrum, ensinamento de todos os conceitos, princípios, valores e práticas para o seu dia a dia.
 
Além disso, ao realizar o treinamento Applying Professional Scrum, você além de poder se tornar um especialista em Scrum, você ganha duas tentativas para a prova de certificação Professional Scrum Master I (PSM I). Ou seja, essa é uma grande oportunidade para dar um salto em sua carreira e ter o conhecimento mais pedido pelas empresas modernas e digitais. Clique aqui e saiba mais sobre o APS!
 

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